A caridade, alma da missãoSe não for orientada pela caridade, isto é, se não brotar de um profundo acto de amor divino, a missão corre o risco de se reduzir a uma mera actividade filantrópica e social. Com efeito, o amor que Deus nutre por cada pessoa constitui o coração da experiência e do anúncio do Evangelho e, por sua vez, quantos o acolhem tornam-se suas testemunhas. O amor de Deus, que dá vida ao mundo, é o amor que nos foi concedido em Jesus, Palavra de salvação, ícone perfeito da misericórdia do Pai celeste. Então, a mensagem salvífica poderia ser oportunamente resumida com as palavras do Evangelista João: "E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho unigénito para que, por Ele, tivéssemos a vida" (1 Jo 4, 9). O mandamento de difundir o anúncio deste amor foi confiado por Jesus aos Apóstolos depois da sua ressurreição, e os Apóstolos, interiormente transformados no dia do Pentecostes pelo poder do Espírito Santo, começaram a dar testemunho do Senhor morto e ressuscitado. A partir de então, a Igreja continua esta mesma missão, que constitui para todos os fiéis um compromisso irrenunciável e permanente.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Papa Bento XVI Mensagem para do Dia Mundial das Missões 2006
A caridade, alma da missãoSe não for orientada pela caridade, isto é, se não brotar de um profundo acto de amor divino, a missão corre o risco de se reduzir a uma mera actividade filantrópica e social. Com efeito, o amor que Deus nutre por cada pessoa constitui o coração da experiência e do anúncio do Evangelho e, por sua vez, quantos o acolhem tornam-se suas testemunhas. O amor de Deus, que dá vida ao mundo, é o amor que nos foi concedido em Jesus, Palavra de salvação, ícone perfeito da misericórdia do Pai celeste. Então, a mensagem salvífica poderia ser oportunamente resumida com as palavras do Evangelista João: "E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho unigénito para que, por Ele, tivéssemos a vida" (1 Jo 4, 9). O mandamento de difundir o anúncio deste amor foi confiado por Jesus aos Apóstolos depois da sua ressurreição, e os Apóstolos, interiormente transformados no dia do Pentecostes pelo poder do Espírito Santo, começaram a dar testemunho do Senhor morto e ressuscitado. A partir de então, a Igreja continua esta mesma missão, que constitui para todos os fiéis um compromisso irrenunciável e permanente.
14° Domingo do Tempo Comum - “Paz a esta casa!” (Lc 10,5)
Estamos vivendo dias especiais em nosso país. Dias em que temos a possibilidade de testemunhar o sonho de paz não somente para nós, mas para o mundo inteiro. É significativo que, ao lado de milhares de pessoas que através do esporte querem anunciar a paz possível, outras tantas milhares sofram com a violência dos conflitos nos morros e nas ruas do Rio de Janeiro.
De fato, a cidade do Rio nestes dias precisa do anúncio missionário: “A paz esteja nesta casa!” pois vive o triste contraste do sonho da paz e da realidade da violência.
Nesse sentido, o Evangelho deste domingo nos ilumina e nos desafia a não nos deter em ocasiões privilegiadas como o PAN 2007 para sermos missionários da paz, mas a assumir essa missão como vocação de discípulos de Jesus que nós somos.
Jesus designa “setenta e dois discípulos”, ou seja, muitos, não somente os “ordenados doze”... Ele quer contar com muitos discípulos pois a missão que lhes confia é muito exigente e ampla... não pode se restringir apenas aos doze...
Ele os envia “dois a dois”, não envia sozinhos para que não sejam arrogantes, autosuficientes e isolados da comunidade... O envio de missionários construtores de paz é um envio de comunidades construtoras de paz, é um envio a “ir à frente de Jesus aos lugares onde Ele próprio deve ir”.
Ao enviá-los Jesus desabafa: “A colheita é grande, mas os operários são poucos”. Um desabafo tão atual... Somos testemunhas de quantas pessoas estão se candidatando para serem voluntárias no PAN 2007, mas se ousamos perguntar quantos se candidatam para serem missionários da paz, talvez cheguemos à mesma conclusão: é uma grande missão para poucos operários!
Juntamente com o desabafo, Jesus dá dicas aos seus discípulos missionários:
v coragem: “Eu vos envio como cordeiros entre lobos!”;
v simplicidade e austeridade: “Não leveis nem bolsa, nem alforje, nem sandálias...;
v urgência: “a ninguém saudeis pelo caminho...”;
v certeza: “Em qualquer casa onde entrardes dizei: “PAZ A ESTA CASA!”. A certeza que anima o discípulo missionário é que ele é um portador de paz...
O que significa ser um portador de paz num contexto de violência e de guerra? Provavelmente é assumir uma desafiadora missão: a missão de não responder violência com violência; a missão de denunciar os agentes da violência; a missão de solidarizar-se com as vítimas da violência; a missão de tomar posição sem medo de dar a vida pela paz...
Nos últimos meses, silenciosamente, muitas pessoas no Rio têm assumido esta missão com muita ousadia e coragem... Elas não têm a pretensão de se confrontar com as forças nacionais de segurança nem com as forças locais do tráfico, mas ousam, silenciosamente plantar rosas vermelhas em memória dos mártires da violência, enterrar cruzes na praia de copacabana e nestes últimos dias colocarem-se estendidos sobre a grama com camisas vermelhas denunciando a onda de desrespeito à vida que somos testemunhas em nosso estado e particularmente na cidade do Rio..
Que impacto tem estas ações? Que impacto tiveram as ações dos discípulos missionários de Jesus em sua realidade? Provavelmente um pequeno impacto... o impacto que tem o nascimento de uma plantinha no contexto de destruição da natureza que nós testemunhamos.... ou seja... aparentemente são ações insignificantes... Os mil e tantos soldados da força nacional e os outros tantos das forças do narco-tráfico certamente fazem muito mais barulho, assim como as queimadas no Amazonas... No entanto, estas pequenas ações são, não somente importantes, mas necessárias: elas preparam o caminho para acolhermos Jesus de Nazaré neste lugar onde Ele quer chegar com seu anúncio de paz.
A celebração deste domingo é uma celebração profética. Ela protagoniza a profecia da esperança. Já na primeira leitura, ouvimos o anúncio: “Alegrai-vos com Jerusalém! Vibrai de alegria com ela... Como a mãe consola o filho, virei em pessoa para vos consolar... Vós o vereis e vosso coração ficará cheio de alegria; como uma planta que brota de novo, assim acontecerá com vossos ossos”. Que belo anúncio de esperança! Que palavra de coragem e ânimo o Senhor nos reserva neste domingo...
Qual será o motivo de alegria para nós nestes dias? Certamente não será simplesmente a realização do PAN 2007... Precisamos de mais para termos esperança e alegria! Precisamos crescer na consciência que podemos fazer mais; que hoje, os setenta e dois discípulos e missionários de Jesus somos nós... pequenos, frágeis, quase nos sentindo impotentes diante da força avassaladora da violência, mas importantes e até necessários para testemunhar que a paz ainda pode vencer a guerra; que o amor ainda pode falar mais alto que a violência; que a esperança ainda pode vencer o medo... E acima de tudo que a vida continua vencendo a morte, ainda que sejamos poucos, e que a messe seja grande... que aparentemente a morte pareça dominar com sua força tantas vezes perversa...
Que possamos sobreviver ao clima de contrastes que vivemos nestes dias no Rio de Janeiro para contarmos aos irmãos e irmãs as maravilhas que Deus realizou por nós pois “Grandes são as obras do Senhor”.
Comungarmos com Cristo Palavra viva de Deus e Pão que dá vida... é certamente força e experiência de novamente nos sentirmos enviados em missão... Muito mais do que eventos de alguns dias como o PAN 2007, o Evangelho precisa de voluntários que não estejam dispostos somente a dar algum tempo de sua vida, mas a vida toda neste tempo... para anunciarem que o tempo de Deus chegou... e a paz depende de cada um de nós... depende de mim, depende de você!
Ir. Luzia Ribeiro Furtado
De fato, a cidade do Rio nestes dias precisa do anúncio missionário: “A paz esteja nesta casa!” pois vive o triste contraste do sonho da paz e da realidade da violência.
Nesse sentido, o Evangelho deste domingo nos ilumina e nos desafia a não nos deter em ocasiões privilegiadas como o PAN 2007 para sermos missionários da paz, mas a assumir essa missão como vocação de discípulos de Jesus que nós somos.
Jesus designa “setenta e dois discípulos”, ou seja, muitos, não somente os “ordenados doze”... Ele quer contar com muitos discípulos pois a missão que lhes confia é muito exigente e ampla... não pode se restringir apenas aos doze...
Ele os envia “dois a dois”, não envia sozinhos para que não sejam arrogantes, autosuficientes e isolados da comunidade... O envio de missionários construtores de paz é um envio de comunidades construtoras de paz, é um envio a “ir à frente de Jesus aos lugares onde Ele próprio deve ir”.
Ao enviá-los Jesus desabafa: “A colheita é grande, mas os operários são poucos”. Um desabafo tão atual... Somos testemunhas de quantas pessoas estão se candidatando para serem voluntárias no PAN 2007, mas se ousamos perguntar quantos se candidatam para serem missionários da paz, talvez cheguemos à mesma conclusão: é uma grande missão para poucos operários!
Juntamente com o desabafo, Jesus dá dicas aos seus discípulos missionários:
v coragem: “Eu vos envio como cordeiros entre lobos!”;
v simplicidade e austeridade: “Não leveis nem bolsa, nem alforje, nem sandálias...;
v urgência: “a ninguém saudeis pelo caminho...”;
v certeza: “Em qualquer casa onde entrardes dizei: “PAZ A ESTA CASA!”. A certeza que anima o discípulo missionário é que ele é um portador de paz...
O que significa ser um portador de paz num contexto de violência e de guerra? Provavelmente é assumir uma desafiadora missão: a missão de não responder violência com violência; a missão de denunciar os agentes da violência; a missão de solidarizar-se com as vítimas da violência; a missão de tomar posição sem medo de dar a vida pela paz...
Nos últimos meses, silenciosamente, muitas pessoas no Rio têm assumido esta missão com muita ousadia e coragem... Elas não têm a pretensão de se confrontar com as forças nacionais de segurança nem com as forças locais do tráfico, mas ousam, silenciosamente plantar rosas vermelhas em memória dos mártires da violência, enterrar cruzes na praia de copacabana e nestes últimos dias colocarem-se estendidos sobre a grama com camisas vermelhas denunciando a onda de desrespeito à vida que somos testemunhas em nosso estado e particularmente na cidade do Rio..
Que impacto tem estas ações? Que impacto tiveram as ações dos discípulos missionários de Jesus em sua realidade? Provavelmente um pequeno impacto... o impacto que tem o nascimento de uma plantinha no contexto de destruição da natureza que nós testemunhamos.... ou seja... aparentemente são ações insignificantes... Os mil e tantos soldados da força nacional e os outros tantos das forças do narco-tráfico certamente fazem muito mais barulho, assim como as queimadas no Amazonas... No entanto, estas pequenas ações são, não somente importantes, mas necessárias: elas preparam o caminho para acolhermos Jesus de Nazaré neste lugar onde Ele quer chegar com seu anúncio de paz.
A celebração deste domingo é uma celebração profética. Ela protagoniza a profecia da esperança. Já na primeira leitura, ouvimos o anúncio: “Alegrai-vos com Jerusalém! Vibrai de alegria com ela... Como a mãe consola o filho, virei em pessoa para vos consolar... Vós o vereis e vosso coração ficará cheio de alegria; como uma planta que brota de novo, assim acontecerá com vossos ossos”. Que belo anúncio de esperança! Que palavra de coragem e ânimo o Senhor nos reserva neste domingo...
Qual será o motivo de alegria para nós nestes dias? Certamente não será simplesmente a realização do PAN 2007... Precisamos de mais para termos esperança e alegria! Precisamos crescer na consciência que podemos fazer mais; que hoje, os setenta e dois discípulos e missionários de Jesus somos nós... pequenos, frágeis, quase nos sentindo impotentes diante da força avassaladora da violência, mas importantes e até necessários para testemunhar que a paz ainda pode vencer a guerra; que o amor ainda pode falar mais alto que a violência; que a esperança ainda pode vencer o medo... E acima de tudo que a vida continua vencendo a morte, ainda que sejamos poucos, e que a messe seja grande... que aparentemente a morte pareça dominar com sua força tantas vezes perversa...
Que possamos sobreviver ao clima de contrastes que vivemos nestes dias no Rio de Janeiro para contarmos aos irmãos e irmãs as maravilhas que Deus realizou por nós pois “Grandes são as obras do Senhor”.
Comungarmos com Cristo Palavra viva de Deus e Pão que dá vida... é certamente força e experiência de novamente nos sentirmos enviados em missão... Muito mais do que eventos de alguns dias como o PAN 2007, o Evangelho precisa de voluntários que não estejam dispostos somente a dar algum tempo de sua vida, mas a vida toda neste tempo... para anunciarem que o tempo de Deus chegou... e a paz depende de cada um de nós... depende de mim, depende de você!
Ir. Luzia Ribeiro Furtado
quinta-feira, 28 de junho de 2007
13° Domingo do Tempo Comum - TU ERES PEDRO
En las Iglesias de España dedicamos un recuerdo especial al Papa en el domingo más cercano a la fiesta de San Pedro y San Pablo. Este año será el domingo día 1º de julio. En las parroquias y templos de Navarra habrá oraciones especiales por el Papa, por su ministerio y sus intenciones, y haremos una colecta para colaborar con las ayudas que el Papa envía continuamente a los más necesitados del mundo.
En estos tiempos los cristianos necesitamos tener una idea clara de la función de Pedro y de sus sucesores en la constitución de la Iglesia y en nuestra vida personal de fe. El Obispo de Roma es el sucesor de Pedro, el Apóstol a quien Jesús eligió para ser el apoyo firme de la fe y de la vida religiosa de sus discípulos. "Tú eres Pedro y sobre esta piedra edificaré mi Iglesia" (Mt 16, 18-19). "He rezado por ti para que tu fe no desfallezca. Cuando estés fuerte confirma a tus hermanos" (Lc 22, 31) "Si me quieres cuida de mi rebaño" (Cf Jn 21, 17). Los Apóstoles reconocieron a Pedro la función de la presidencia de todos ellos. Cuando Jesús subió al Cielo, Pedro presidía la vida y las actividades de los Doce.
En la tarea de anunciar el evangelio, Pedro pasó de Jerusalén a Antioquia, en Asia Menor, y luego de Antioquia a Roma. Roma era el centro del mundo conocido. Situarse en Roma era una manera de manifestar la universalidad del evangelio de Jesús y de impulsar la difusión de la fe cristiana por toda la amplitud del mundo.
Hay testimonios muy antiguos de que los Obispos de todo el mundo se sentían vinculados a la tradición cristiana de Roma. La huella de Pedro ha dado a la Iglesia de Roma ese papel de ser referencia para todas las demás Iglesias, garantía de la autenticidad y de la unidad católica de la fe y de la vida de todos los cristianos.
Ahora, para creer en Jesucristo de verdad y ajustar nuestra vida a las enseñanzas de su evangelio, no basta con creer cada uno a su manera. Hay que creer con la fe de los Apóstoles, la única que descansa directamente en la palabra y en vida de Jesús. La comunión con el sucesor de Pedro, la unión espiritual con la fe de la Iglesia universal, expresada por el magisterio del Papa, garantiza la autenticidad de nuestra fe personal y el contacto real de nuestra vida personal con la vida y el espíritu de Jesús resucitado. El ministerio del Papa es un servicio a la unidad de la Iglesia y a la autenticidad de la fe personal de todos los cristianos católicos. Sólo juntos podemos estar de verdad con Cristo, que es el Señor de todos.
Con su magisterio el Papa nos ayuda a ver con claridad lo que tenemos que pensar sobre las cuestiones de nuestro mundo, y nos garantiza la posibilidad de vivir hoy como verdaderos discípulos de Jesús, unidos a El en la tradición y la comunidad de su Iglesia. Gracias a este ministerio, hoy, por medio de la Iglesia, Cristo es el verdadero pastor y guardián de nuestras almas, al que seguimos de cerca, con fidelidad, amor y alegría.
Hoy, el Papa Benedicto XVI ejerce esta función de ser el punto de referencia de todos los cristianos católicos, él anuncia con autoridad y sencillez el evangelio de Jesús al mundo entero. El cuenta con la ayuda de Jesús para fortalecer la fe de los cristianos y para hacer brillar el camino de la verdad y de la salvación en nuestro mundo. Anuncia y explica el evangelio de Jesús, relacionándolo con las cuestiones más vivas de nuestro mundo, con extraordinaria sencillez y firmeza. A la vez, en sus formas y en sus gestos se muestra extraordinariamente humano, amable, respetuoso, acogedor.
Los católicos navarros queremos acoger y apoyar el ministerio del Papa en nombre de Cristo y para el bien del mundo. Por eso : 1) Oramos por el Papa y por sus intenciones. 2) Participamos en la colecta del domingo día 1 de julio para colaborar con el Papa en favor de los más pobres de la tierra. 3) Tratamos de conocer los escritos y las exhortaciones del Papa para fortalecer en la fe y crecer en nuestra vida cristiana. Que el Señor bendiga a nuestro Papa y nos bendiga a todos en la unidad y la comunión de la Iglesia apostólica y católica.
En estos tiempos los cristianos necesitamos tener una idea clara de la función de Pedro y de sus sucesores en la constitución de la Iglesia y en nuestra vida personal de fe. El Obispo de Roma es el sucesor de Pedro, el Apóstol a quien Jesús eligió para ser el apoyo firme de la fe y de la vida religiosa de sus discípulos. "Tú eres Pedro y sobre esta piedra edificaré mi Iglesia" (Mt 16, 18-19). "He rezado por ti para que tu fe no desfallezca. Cuando estés fuerte confirma a tus hermanos" (Lc 22, 31) "Si me quieres cuida de mi rebaño" (Cf Jn 21, 17). Los Apóstoles reconocieron a Pedro la función de la presidencia de todos ellos. Cuando Jesús subió al Cielo, Pedro presidía la vida y las actividades de los Doce.
En la tarea de anunciar el evangelio, Pedro pasó de Jerusalén a Antioquia, en Asia Menor, y luego de Antioquia a Roma. Roma era el centro del mundo conocido. Situarse en Roma era una manera de manifestar la universalidad del evangelio de Jesús y de impulsar la difusión de la fe cristiana por toda la amplitud del mundo.
Hay testimonios muy antiguos de que los Obispos de todo el mundo se sentían vinculados a la tradición cristiana de Roma. La huella de Pedro ha dado a la Iglesia de Roma ese papel de ser referencia para todas las demás Iglesias, garantía de la autenticidad y de la unidad católica de la fe y de la vida de todos los cristianos.
Ahora, para creer en Jesucristo de verdad y ajustar nuestra vida a las enseñanzas de su evangelio, no basta con creer cada uno a su manera. Hay que creer con la fe de los Apóstoles, la única que descansa directamente en la palabra y en vida de Jesús. La comunión con el sucesor de Pedro, la unión espiritual con la fe de la Iglesia universal, expresada por el magisterio del Papa, garantiza la autenticidad de nuestra fe personal y el contacto real de nuestra vida personal con la vida y el espíritu de Jesús resucitado. El ministerio del Papa es un servicio a la unidad de la Iglesia y a la autenticidad de la fe personal de todos los cristianos católicos. Sólo juntos podemos estar de verdad con Cristo, que es el Señor de todos.
Con su magisterio el Papa nos ayuda a ver con claridad lo que tenemos que pensar sobre las cuestiones de nuestro mundo, y nos garantiza la posibilidad de vivir hoy como verdaderos discípulos de Jesús, unidos a El en la tradición y la comunidad de su Iglesia. Gracias a este ministerio, hoy, por medio de la Iglesia, Cristo es el verdadero pastor y guardián de nuestras almas, al que seguimos de cerca, con fidelidad, amor y alegría.
Hoy, el Papa Benedicto XVI ejerce esta función de ser el punto de referencia de todos los cristianos católicos, él anuncia con autoridad y sencillez el evangelio de Jesús al mundo entero. El cuenta con la ayuda de Jesús para fortalecer la fe de los cristianos y para hacer brillar el camino de la verdad y de la salvación en nuestro mundo. Anuncia y explica el evangelio de Jesús, relacionándolo con las cuestiones más vivas de nuestro mundo, con extraordinaria sencillez y firmeza. A la vez, en sus formas y en sus gestos se muestra extraordinariamente humano, amable, respetuoso, acogedor.
Los católicos navarros queremos acoger y apoyar el ministerio del Papa en nombre de Cristo y para el bien del mundo. Por eso : 1) Oramos por el Papa y por sus intenciones. 2) Participamos en la colecta del domingo día 1 de julio para colaborar con el Papa en favor de los más pobres de la tierra. 3) Tratamos de conocer los escritos y las exhortaciones del Papa para fortalecer en la fe y crecer en nuestra vida cristiana. Que el Señor bendiga a nuestro Papa y nos bendiga a todos en la unidad y la comunión de la Iglesia apostólica y católica.
13° Domingo Tempo Comum - Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa
Celebramos hoje a festa de dois Apóstolos
marcantes da Igreja primitiva: São Pedro e São Paulo.
- Diferentes: na vocação, no caráter, no estudo, na missão...
- Unidos: no Amor e na Fé a Cristo e à Igreja...
- PEDRO conhece Cristo às margens do lago,
e o segue desde o começo durante toda a vida apostólica.
- PAULO não o conheceu pessoalmente. Inicialmente até o perseguiu,
porque anunciava um Deus diferente daquele dos mestres de Israel.
Um dia, iluminado por uma luz do alto, compreendeu que Jesus era o Messias. A partir de então mudou radicalmente sua vida...
Mesmo divergindo em algumas questões apostólicas,
viveram com alegria a comunhão na diversidade...
As Leituras bíblicas falam desses dois Apóstolos:
Na 1a Leitura, SÃO PEDRO está preso, com data já marcada para morrer,
guardado como "perigosos" por 16 soldados.
A Comunidade reza... Deus intervém em favor do seu servo... (At 12, 1-11)
A libertação de Pedro foi um fato histórico, mas muitos pormenores
foram introduzidos apenas para dar mais vivacidade à narrativa.
O texto mostra duas coisas:
- Deus escuta a Oração da Comunidade e
- não abandona seus discípulos nos momentos de perseguição e oposição.
Na 2a Leitura, SÃO PAULO está preso... poucos meses antes de morrer...
Escreve a Timóteo, seu companheiro no trabalho missionário.
Faz um balanço de sua vida. Compara-se a um atleta no estádio:
"Combati o bom combate, terminei a minha carreira, conservei a fé..."
Agora velho e cansado pelo trabalho e pelas lutas que teve de enfrentar,
confia no Senhor, justo Juiz e aguarda o prêmio merecido... (2 Tm 4,6-8.17-18)
* O texto mostra o grande entusiasmo de Paulo
como "Discípulo e Missionário de Cristo".
No Evangelho temos um episódio de Jesus com os apóstolos: (Mt, 16,13-19)
- A 1ª parte, de caráter cristológico, centra-se em JESUS e
na definição de sua identidade: "Quem sou eu?"
- A 2ª parte, de caráter eclesiológico, centra na IGREJA,
que Jesus convoca ao redor de Pedro:
"Sobre essa Pedra edificarei a minha Igreja".
1. Quem é Jesus?
Na perspectiva dos "homens", Jesus é, apenas, um homem bom e justo,
que escutou os apelos de Deus e se esforçou por ser um sinal vivo de Deus, como tantos outros homens antes dele.
É muito, mas não é o suficiente: significa que os "homens"
não entenderam a novidade do Messias,
nem a profundidade do mistério de Jesus.
Na opinião dos discípulos Jesus, vai muito além.
Pedro resume o sentir da Comunidade na expressão:
"Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo".
Para os membros da Comunidade, Jesus não é apenas o Messias esperado:
é também o "Filho de Deus".
* "E vós quem dizeis que eu sou?"
É uma pergunta que deve ecoar sempre em nossos ouvidos e em nosso coração. Não são suficientes respostas recebidas na catequese ou nos tratados de teologia.
Devemos interrogar o nosso coração e tentar perceber
qual é o lugar que Cristo ocupa na nossa existência...
- Assumimos seus valores nas opções, que fazemos ou não fazemos?
Quem é Cristo para mim?
2. O que é a Igreja?
O texto responde de forma clara: é a Comunidade dos discípulos
que reconhecem Jesus como "o messias, o Filho de Deus".
- É uma comunidade organizada, onde existem pessoas
que presidem e desempenham serviços.
A ela Cristo conferiu poderes de "ligar e desligar" e
a garantia de que nem "as portas do inferno terão vez contra ela".
Jesus não fundou muitas igrejas...
A verdadeira IGREJA, fundada por CRISTO,
foi confiada a Pedro e seus sucessores.
Por isso, no dia de hoje, celebramos também o DIA DO PAPA.
O Papa é Sinal de unidade, aquele que confirma a fé de seus irmãos.
O Papa continua sendo o chefe visível da Igreja na terra.
Sua missão é espinhosa, sobretudo hoje:
- pelas mudanças rápidas e violentas...
- pelas contestações dentro e fora da Igreja...
Demonstremos concretamente nosso amor para com ele,
"rezando" para que Deus...
- lhe dê muita LUZ... para apontar sempre o melhor caminho para a Igreja...
- e muita FORÇA... para enfrentar com otimismo e alegria
as contestações do mundo moderno...
Relembrando hoje o ardor missionário de São Pedro e São Paulo,
demonstramos o mesmo entusiasmo de "Discípulos e Missionários de Cristo"?
Relembrando o Nascimento da Igreja,
aceitamos uma Igreja REVELADA, fundada por Cristo,
ou preferimos uma "igreja" mais cômoda, CRIADA pelos homens?
marcantes da Igreja primitiva: São Pedro e São Paulo.
- Diferentes: na vocação, no caráter, no estudo, na missão...
- Unidos: no Amor e na Fé a Cristo e à Igreja...
- PEDRO conhece Cristo às margens do lago,
e o segue desde o começo durante toda a vida apostólica.
- PAULO não o conheceu pessoalmente. Inicialmente até o perseguiu,
porque anunciava um Deus diferente daquele dos mestres de Israel.
Um dia, iluminado por uma luz do alto, compreendeu que Jesus era o Messias. A partir de então mudou radicalmente sua vida...
Mesmo divergindo em algumas questões apostólicas,
viveram com alegria a comunhão na diversidade...
As Leituras bíblicas falam desses dois Apóstolos:
Na 1a Leitura, SÃO PEDRO está preso, com data já marcada para morrer,
guardado como "perigosos" por 16 soldados.
A Comunidade reza... Deus intervém em favor do seu servo... (At 12, 1-11)
A libertação de Pedro foi um fato histórico, mas muitos pormenores
foram introduzidos apenas para dar mais vivacidade à narrativa.
O texto mostra duas coisas:
- Deus escuta a Oração da Comunidade e
- não abandona seus discípulos nos momentos de perseguição e oposição.
Na 2a Leitura, SÃO PAULO está preso... poucos meses antes de morrer...
Escreve a Timóteo, seu companheiro no trabalho missionário.
Faz um balanço de sua vida. Compara-se a um atleta no estádio:
"Combati o bom combate, terminei a minha carreira, conservei a fé..."
Agora velho e cansado pelo trabalho e pelas lutas que teve de enfrentar,
confia no Senhor, justo Juiz e aguarda o prêmio merecido... (2 Tm 4,6-8.17-18)
* O texto mostra o grande entusiasmo de Paulo
como "Discípulo e Missionário de Cristo".
No Evangelho temos um episódio de Jesus com os apóstolos: (Mt, 16,13-19)
- A 1ª parte, de caráter cristológico, centra-se em JESUS e
na definição de sua identidade: "Quem sou eu?"
- A 2ª parte, de caráter eclesiológico, centra na IGREJA,
que Jesus convoca ao redor de Pedro:
"Sobre essa Pedra edificarei a minha Igreja".
1. Quem é Jesus?
Na perspectiva dos "homens", Jesus é, apenas, um homem bom e justo,
que escutou os apelos de Deus e se esforçou por ser um sinal vivo de Deus, como tantos outros homens antes dele.
É muito, mas não é o suficiente: significa que os "homens"
não entenderam a novidade do Messias,
nem a profundidade do mistério de Jesus.
Na opinião dos discípulos Jesus, vai muito além.
Pedro resume o sentir da Comunidade na expressão:
"Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo".
Para os membros da Comunidade, Jesus não é apenas o Messias esperado:
é também o "Filho de Deus".
* "E vós quem dizeis que eu sou?"
É uma pergunta que deve ecoar sempre em nossos ouvidos e em nosso coração. Não são suficientes respostas recebidas na catequese ou nos tratados de teologia.
Devemos interrogar o nosso coração e tentar perceber
qual é o lugar que Cristo ocupa na nossa existência...
- Assumimos seus valores nas opções, que fazemos ou não fazemos?
Quem é Cristo para mim?
2. O que é a Igreja?
O texto responde de forma clara: é a Comunidade dos discípulos
que reconhecem Jesus como "o messias, o Filho de Deus".
- É uma comunidade organizada, onde existem pessoas
que presidem e desempenham serviços.
A ela Cristo conferiu poderes de "ligar e desligar" e
a garantia de que nem "as portas do inferno terão vez contra ela".
Jesus não fundou muitas igrejas...
A verdadeira IGREJA, fundada por CRISTO,
foi confiada a Pedro e seus sucessores.
Por isso, no dia de hoje, celebramos também o DIA DO PAPA.
O Papa é Sinal de unidade, aquele que confirma a fé de seus irmãos.
O Papa continua sendo o chefe visível da Igreja na terra.
Sua missão é espinhosa, sobretudo hoje:
- pelas mudanças rápidas e violentas...
- pelas contestações dentro e fora da Igreja...
Demonstremos concretamente nosso amor para com ele,
"rezando" para que Deus...
- lhe dê muita LUZ... para apontar sempre o melhor caminho para a Igreja...
- e muita FORÇA... para enfrentar com otimismo e alegria
as contestações do mundo moderno...
Relembrando hoje o ardor missionário de São Pedro e São Paulo,
demonstramos o mesmo entusiasmo de "Discípulos e Missionários de Cristo"?
Relembrando o Nascimento da Igreja,
aceitamos uma Igreja REVELADA, fundada por Cristo,
ou preferimos uma "igreja" mais cômoda, CRIADA pelos homens?
13° Dom. Tempo Comum - São Pedro e São Paulo
Hoje, a Igreja celebra São Pedro e São Paulo, testemunhas imediatas e privilegiadas de Jesus. Cada um, a seu modo, revela o mistério do Filho de Deus e da Igreja.Simão Pedro, um pescador de Betsaida que posteriormente se estabeleceu em Cafarnaum, aceitando o convite do Senhor, transforma-se em "pescador de homens" para o Reino. Paulo, perseguidor dos seguidores de Cristo no caminho de Damasco, tinha uma carreira promissora de rabino. Ao ser tocado pelo Senhor, a quem perseguia, tornou-se o destemido apóstolo missionário, fundador de inúmeras comunidades cristãs nos países por onde peregrinou. Ambos tiveram seus nomes modificados após uma forte experiência da presença do Senhor em suas vidas. Saulo de Tarso converte-se após a manifestação do Senhor. "Saulo, Saulo, por que você me persegue?" (cf. At 9,3ss). Transforma-se em Paulo; de perseguidor a pregador da Boa-Nova de Jesus. Sua inteligência, sua retórica e seu poder de persuasão foram colocados a serviço do apostolado. Chegou a Roma pelo ano 60 d.C., onde foi preso. Após romper as fronteiras do judaísmo para levar a Boa-Nova de Cristo aos gentios, sofreu o martírio no ano 67 depois de escrever: "Combati o bom combate, percorri o caminho e guardei a fé" (2Tm 4,7). A narrativa do Evangelho de hoje nos apresenta a confissão de fé de Pedro, porta-voz do grupo dos doze. A pergunta dirigida pelo Mestre aos discípulos: "Quem dizem os homens que é o Filho do Homem" obtém diferentes opiniões revelando que o povo não tem clareza sobre a identidade de Jesus. Na sociedade, circulava uma imagem distorcida. Para uns, ele era um profeta; para outros, um precursor dos tempos messiânicos. Hoje não seria diferente; em uma sociedade onde circulam muitas opiniões sobre Jesus, ele seria confundido com uma celebridade religiosa, com um importante líder político e revolucionário ou com o mais bem-sucedido de todos os milagreiros que já pisou na face da terra. O certo é que, para todas as correntes ideológicas e culturais, o nome de Jesus representa algo significativo. Pedro fez sua profissão de fé ao dizer: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus".O Mestre retoma a palavra e interpela os discípulos: "E vocês, quem dizem que eu sou?". Prontamente e em nome do grupo, Pedro, sob o impulso do Espírito, responde: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo"; nesse momento, nele se concretizam as esperanças messiânicas. Ele é a manifestação da justiça de Deus, que instaurará uma nova ordem social. Ele é o ungido que vai fazer justiça. A confissão de Pedro é o fruto da vivência, da relação com o Senhor. Eis então a promessa do primado de Pedro: "Eu te darei as chaves do Reino dos Céus". Entregar as chaves a alguém é confiar-lhe o poder. Este é entregue a quem reconhece e professa a fé no Messias. Conceder as chaves é confiar uma responsabilidade de liderança com o objetivo de manter viva a esperança da comunidade em torno da vontade de Deus que inaugura o Reino. Apesar das diferenças, os apóstolos Pedro e Paulo são exatamente iguais, porque ambos tiveram uma experiência com Jesus e a partir disso aceitaram o desafio de construir o Reino e expandi-lo a todas as nações. Mesmo divergindo em algumas questões apostólicas, viveram com alegria a comunhão na diversidade. A solenidade de São Pedro e São Paulo é, ao mesmo tempo, uma grata memória das grandes testemunhas de Jesus Cristo e uma solene confissão em favor da Igreja una, santa, católica e apostólica.
São Clemente de Roma, papa entre 90 e 100, aprox.Carta aos Coríntios, 5-7
O mais antigo testemunho histórico do martírio de Pedro e de PauloDeixemos estes exemplos [de perseguição no Antigo Testamento] para nos concentrarmos nos atletas mais próximos de nós; evoquemos os exemplos valentes da nossa geração. O ciúme e a inveja desencadearam perseguições contra os mais elevados e mais justos pilares da Igreja, que combateram até à morte. Olhemos os santos apóstolos: Pedro, por causa de um ciúme injusto, foi sujeito, não a um nem a dois, mas a numerosos sofrimentos; depois de assim ter dado o seu testemunho, partiu para o descanso na glória que tinha merecido. O ciúme e a discórdia permitiram a Paulo mostrar como se obtém o prémio reservado à constância. Sete vezes feito prisioneiro, exilado, lapidado, tornado pregador do evangelho no Oriente e no Ocidente, recebeu a fama que corresponde à sua fé. Depois de ter ensinado a justiça ao mundo inteiro, até aos confins do Ocidente, deu testemunho diante das autoridades; foi assim que abandonou este mundo para ir para o descanso da santidade. Modelo supremo de coragem! A estes homens que levaram uma vida santa, veio juntar-se uma grande multidão de eleitos que, em consequência do ciúme, sofreram todo o género de maus tratos e suplícios, e deram um exemplo magnífico entre nós. […]Escrevemo-vos tudo isto, bem amados, não apenas para vos advertir, mas também para vos exortar. Porque nos encontramos na mesma arena; espera-nos o mesmo combate. Deixemos, pois, as nossas vãs e inúteis preocupações, para seguirmos a regra gloriosa e venerável da nossa tradição. Tenhamos os olhos fixados naquilo que é belo, naquilo que é agradável aos olhos daquele que nos criou, naquilo que lhe toca. Fixemos o olhar no sangue de Cristo e compreendamos o valor que tem para Deus seu Pai, pois que, derramado pela nossa salvação, obteve para o mundo a graça da conversão.
13° Domingo Tempo Comum - São Pedro e São Paulo
Apóstolos de Jesus, Colunas da Igreja
Este domingo está cercado por muita alegria. Anuncia um mês de férias e termina um mês de festas populares. Junho teve festas com fogos, quadrilhas, comes e bebes em todo o Brasil. Quatro santos são festejados de maneira bem popular nesse mês. Santo Antônio, grande doutor, é comemorado como santo milagreiro e casamenteiro. São João, que chamou à conversão e anunciou Jesus, transformou-se no festeiro do forró com pipoca e quentão. São Pedro, responsável pela primeira organização da Igreja, passou a ser visto como o manda chuva e o porteiro do céu. São Paulo, apóstolo, missionário e escritor, é tido como grande comunicador e em muitos lugares como o protetor contra picadas de cobras.
Para completar o clima festivo desse tempo, hoje, na festa de São Pedro e São Paulo, comemora-se o dia do Papa. Para nós brasileiros o Papa é uma figura popular, como demonstrou a recente visita de Bento XVI ao nosso país. O Papa é referência universal da unidade e catolicidade da Igreja. Mais ainda, ele aproxima de nós a imagem do próprio Jesus, pastor supremo que delegou sua missão àquele que carinhosamente chamamos de Papa, como uma espécie de papai da humanidade.
No Evangelho de hoje, Jesus nomeia Simão Pedro como pedra. A declaração de Jesus “tu és Pedro” é a resposta à declaração de Pedro “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”. E sobre esta pedra, que é a profissão de fé no Cristo filho de Deus, é edificada a Igreja de Jesus. A referência mais importante da Igreja é a fé em Jesus Cristo. Pedro proclama essa fé. Faz uma adesão pessoal, mas também comunitária. Em sua resposta, Pedro representa os demais discípulos, a quem Jesus pergunta “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Na declaração de Jesus segue-se a promessa de que “as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”. Significa que a Igreja deve ser um baluarte de resistência contra o poder da morte e as forças da injustiça. Jesus concede também “as chaves do Reino dos Céus”. Quer dizer que a Igreja tem o poder de integrar ou desligar pessoas da comunidade dos discípulos de Jesus. O reino do Céu ou de Deus refere-se ao projeto de Deus que é de justiça e paz para todos.
A resposta à primeira pergunta de Jesus aponta para essa missão profética. O Mestre realiza uma espécie de pesquisa de opinião entre os discípulos: “Que dizem os homens ser o Filho do Homem?” A opinião popular nomeia João Batista, Elias, Jeremias, ou um dos profetas. Jesus era identificado, portanto, como um dos grandes profetas de Israel. Sua atuação estava na linha da denúncia das injustiças e na proclamação de uma nova realidade. Visava a conversão de vida e a mudança das estruturas sociais para implantar a fraternidade sonhada pelo criador.
Mas esta era a opinião geral, quanto à identidade social de Jesus. Ele quer uma resposta pessoal. A mesma pergunta dirigida aos discípulos continua sendo endereçada a cada qual de nós: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Será que estamos prontos a fazer coro à resposta de Pedro “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”?
E mais, será que estamos prontos a assumir as conseqüências de nossa resposta, como o próprio Pedro? A primeira leitura mostra justamente Pedro liberto da prisão. Significa que declarar a fé em Jesus não é simples questão de palavras. Leva a comprometer a própria vida. Implica, não raro, em ser perseguido e preso. A leitura demonstra, sem dúvida, que o anjo de Deus garante a libertação. O modo como é descrita a saída de Pedro da prisão lembra bastante a saída dos escravos do Egito, no Êxodo. Essa realidade de escravidão e libertação é uma constante na vida cristã. Como Jesus, Pedro passou pelo sofrimento e perseguição. Mas, como Jesus, também foi libertado e tornou-se exemplo para os demais.
A segunda leitura mostra processo semelhante com Paulo. Ele também declarou seu amor apaixonado por Jesus. Ele também foi preso, perseguido e libertado. Nas palavras dessa leitura, ele coloca sua vida nas mãos de Deus. Garante que foi fiel. Aplica a si as imagens do soldado que luta sem tréguas e do atleta que corre até a vitória. Sua linguagem é de sacrifício. Mas assegura que vale a pena. Procura prolongar em sua vida a paixão de Jesus, sabendo que isso é fonte de vida para a comunidade.
As leituras apresentam Pedro e Paulo, discípulos que professaram sua fé em Jesus e pagaram com a própria vida essa profissão de fé. Por isso são apresentados como modelos de discípulos.
Pedro e Paulo eram pessoas muito diferentes. Em alguns momentos tiveram fortes conflitos por causa do ardor pelo Evangelho. Tanto um quanto outro eram pessoas decididas e ousadas. Tinham temperamento forte. Superaram seus limites pelo compromisso de fé que assumiram. Mostram para nós a fraqueza e a força de quem adere a Jesus Cristo.
Que a festa dos dois grandes apóstolos, colunas da Igreja, nos anime para sermos discípulos corajosos e fiéis.
Este domingo está cercado por muita alegria. Anuncia um mês de férias e termina um mês de festas populares. Junho teve festas com fogos, quadrilhas, comes e bebes em todo o Brasil. Quatro santos são festejados de maneira bem popular nesse mês. Santo Antônio, grande doutor, é comemorado como santo milagreiro e casamenteiro. São João, que chamou à conversão e anunciou Jesus, transformou-se no festeiro do forró com pipoca e quentão. São Pedro, responsável pela primeira organização da Igreja, passou a ser visto como o manda chuva e o porteiro do céu. São Paulo, apóstolo, missionário e escritor, é tido como grande comunicador e em muitos lugares como o protetor contra picadas de cobras.
Para completar o clima festivo desse tempo, hoje, na festa de São Pedro e São Paulo, comemora-se o dia do Papa. Para nós brasileiros o Papa é uma figura popular, como demonstrou a recente visita de Bento XVI ao nosso país. O Papa é referência universal da unidade e catolicidade da Igreja. Mais ainda, ele aproxima de nós a imagem do próprio Jesus, pastor supremo que delegou sua missão àquele que carinhosamente chamamos de Papa, como uma espécie de papai da humanidade.
No Evangelho de hoje, Jesus nomeia Simão Pedro como pedra. A declaração de Jesus “tu és Pedro” é a resposta à declaração de Pedro “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”. E sobre esta pedra, que é a profissão de fé no Cristo filho de Deus, é edificada a Igreja de Jesus. A referência mais importante da Igreja é a fé em Jesus Cristo. Pedro proclama essa fé. Faz uma adesão pessoal, mas também comunitária. Em sua resposta, Pedro representa os demais discípulos, a quem Jesus pergunta “E vós, quem dizeis que eu sou?”
Na declaração de Jesus segue-se a promessa de que “as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”. Significa que a Igreja deve ser um baluarte de resistência contra o poder da morte e as forças da injustiça. Jesus concede também “as chaves do Reino dos Céus”. Quer dizer que a Igreja tem o poder de integrar ou desligar pessoas da comunidade dos discípulos de Jesus. O reino do Céu ou de Deus refere-se ao projeto de Deus que é de justiça e paz para todos.
A resposta à primeira pergunta de Jesus aponta para essa missão profética. O Mestre realiza uma espécie de pesquisa de opinião entre os discípulos: “Que dizem os homens ser o Filho do Homem?” A opinião popular nomeia João Batista, Elias, Jeremias, ou um dos profetas. Jesus era identificado, portanto, como um dos grandes profetas de Israel. Sua atuação estava na linha da denúncia das injustiças e na proclamação de uma nova realidade. Visava a conversão de vida e a mudança das estruturas sociais para implantar a fraternidade sonhada pelo criador.
Mas esta era a opinião geral, quanto à identidade social de Jesus. Ele quer uma resposta pessoal. A mesma pergunta dirigida aos discípulos continua sendo endereçada a cada qual de nós: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Será que estamos prontos a fazer coro à resposta de Pedro “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”?
E mais, será que estamos prontos a assumir as conseqüências de nossa resposta, como o próprio Pedro? A primeira leitura mostra justamente Pedro liberto da prisão. Significa que declarar a fé em Jesus não é simples questão de palavras. Leva a comprometer a própria vida. Implica, não raro, em ser perseguido e preso. A leitura demonstra, sem dúvida, que o anjo de Deus garante a libertação. O modo como é descrita a saída de Pedro da prisão lembra bastante a saída dos escravos do Egito, no Êxodo. Essa realidade de escravidão e libertação é uma constante na vida cristã. Como Jesus, Pedro passou pelo sofrimento e perseguição. Mas, como Jesus, também foi libertado e tornou-se exemplo para os demais.
A segunda leitura mostra processo semelhante com Paulo. Ele também declarou seu amor apaixonado por Jesus. Ele também foi preso, perseguido e libertado. Nas palavras dessa leitura, ele coloca sua vida nas mãos de Deus. Garante que foi fiel. Aplica a si as imagens do soldado que luta sem tréguas e do atleta que corre até a vitória. Sua linguagem é de sacrifício. Mas assegura que vale a pena. Procura prolongar em sua vida a paixão de Jesus, sabendo que isso é fonte de vida para a comunidade.
As leituras apresentam Pedro e Paulo, discípulos que professaram sua fé em Jesus e pagaram com a própria vida essa profissão de fé. Por isso são apresentados como modelos de discípulos.
Pedro e Paulo eram pessoas muito diferentes. Em alguns momentos tiveram fortes conflitos por causa do ardor pelo Evangelho. Tanto um quanto outro eram pessoas decididas e ousadas. Tinham temperamento forte. Superaram seus limites pelo compromisso de fé que assumiram. Mostram para nós a fraqueza e a força de quem adere a Jesus Cristo.
Que a festa dos dois grandes apóstolos, colunas da Igreja, nos anime para sermos discípulos corajosos e fiéis.
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