quinta-feira, 20 de setembro de 2007

25° Domingo do Tempo Comum (Tânia Regina da Silva)

Ao celebrarmos o 25º domingo do tempo comum somos renovados pelo amor infinito de N.S.Jesus Cristo que nos convida para repensarmos nossas opções e ações dentro da nossa história concretamente. Ser cristão e cristã no seguimento de Jesus Cristo é ter claro que o projeto do reino passa por ações que devem ser traduzidas na generosidade, na justiça e na solidariedade.
Na primeira leitura o profeta Amós grita denunciando a exploração de comerciantes gananciosos e sem escrúpulos que constroem sua riqueza à custa da miséria e do roubo dos bens alheios, principalmente dos mais pobres.É queridos irmãos e irmãs, nesta leitura, vemos o drama de milhões e milhões de brasileiros/as que sofrem à mercê da ganância dos detentores do poder político e econômico. Este deveria ser um bom texto para ser lido no Congresso nacional, serviria, talvez, para lembrar a todos os “Renans da vida” que quem lesa os pobres lesa a Deus. Pois assim, afirma o Senhor, diz Amós: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram” (Amós 8,7).
O Evangelho, em continuidade com o texto de Amós, aponta as exigências do ser cristão, não basta se declarar por hábito ou por conivência. Com um verniz de religiosidade e tornando-se participante ou patrocinador de uma sociedade desigual e injusta. Ser cristã@ implica o estabelecimento de prioridades, amadurecendo estratégias que crie novas relações sociais de justiça e fraternidade. Portanto, enganam-se aqueles/as que acham que seguir Jesus é fugir deste mundo de “trevas”, refugiando-se num simples espiritualismo. Somos convidados/as a justamente a nos mergulharmos nestas situações de ganância e exploração, criando e articulando estratégicas que modifiquem o rumo histórico, como fez o administrador infiel, que diante do perigo de perder tudo, modifica-se, passa do sistema concentrador para o sistema da partilha e da solidariedade.
Embora, sendo desonesto sua atitude é elogiada pelo patrão, pois sua força de vontade e coragem fizeram com que ele pensasse numa solução. E assim, desistindo do lucro, faz amigos e, se por acaso, precisar terá com quem contar.
Portanto, dirigido-se aos discípulos, Jesus os convida para optar decididamente pelo Reino, despreendendo-se de tudo aquilo que pode os desviar do caminho de fidelidade e partilha. “Ninguém pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Lc 16,13)
Os bens materiais, como dinheiro, casa, terras, carro etc., são meios importantes para se viver bem, todavia, se forem adquiridos de maneira injusta, criam a acumulação, exploração e exclusão, pois impedem a partilha fraterna e solidária. Num mundo onde o ter sempre mais significa status, reconhecimento social e econômico todos nós corremos o risco de sermos seduzidos por ele, por isso, S. Paulo, na segunda leitura nos revela que a oração alimenta o empenho dos discípulos que deseja se manter fiel ao projeto de Jesus.
Assim, queridos irmãos e irmãs alimentados pela mesa eucarística nos sintamos fortes e renovados para construirmos um mundo de amor que se traduza concretamente no projeto de justiça e paz.

25° Domingo do Tempo Comum (Pe. Luiz Carlos de Oliveira CSsmoR.)

“Servir a Deus ou ao dinheiro?”
O mundo dos espertosJesus, no evangelho do 21º domingo, instrui seus discípulos sobre o modo de gerir os bens materiais. A liturgia, interpretando o evangelho, apresenta-nos profeta Amós (8,4-7). Este grande profeta, rude, mas profundamente inserido em sua realidade, exerceu seu ministério no tempo do rei Jeroboão II (783-743 AC). Os problemas são os mesmos em todos os tempos. Sua época é um tempo de prosperidade e ao mesmo tempo de ganância e exploração do povo. Assim ele acusa os grandes: “Vós maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra” (Am 8,4). E o profeta recorda-lhes o que dizem: “Quando passará o sábado (feriado) para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos e adulterar balanças, dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para por à venda até o refugo do trigo?” (5.6). A ganância leva à exploração do povo, sobretudo a opressão dos pobres. Por conta dessa opressão muitos males advieram ao país. O dia de descanso sagrado torna-se um obstáculo ao enriquecimento. Parece que Amós leu nosso jornal de ontem. Agora tudo é full time para ganhar mais. A roubalheira estava instituída, falsificando os pesos e as medidas. Deus prometera dias prolongados a quem agisse com justiça. Essa atitude dos grandes levou o país à derrota e ruína. Deus não se esquece, pois lesar o pobre é lesar a Deus. “Quem ofende um pobre ultraja seu Criador” (Prov 14,3). O Evangelho continua a reflexão sobre o uso dos bens com uma parábola: O administrador corria o risco de ser despedido por lesar seu patrão. Usa, então, o direito de trabalhar com os bens como era costume então. Podendo tirar o seu lucro, ele dispensa seu direito para depois empregar-se com alguém que ele beneficiara. O patrão elogia o gerente porque soubera safar-se bem, abrindo mão de seus lucros. Assim devem os discípulos, a quem é dirigida a parábola, saber usar os bens materiais para ser administrador dos bens espirituais. Os estranhos usam os bens para lucros; os discípulos usam para ganhar os bens eternos. O mundo de DeusJesus continua sua explicação dizendo que “ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amara o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro” (Lc 16,13). Não se pode dividir o coração. Não pode haver apego aos bens, mas boa administração, com fidelidade às pequenas coisas. Se não formos fiéis no dinheiro, que Jesus chama de injusto, quem confiará os bens dos Céus? Usar o dinheiro sem adorá-lo, agindo de modo que possa obter amigos, sabendo partilhar. Seremos desacreditados se fizermos uso iníquo do dinheiro. É preciso ser experto diante de Deus: Usar bem o dinheiro injusto para saber usar bem os bens verdadeiros. O profeta Amós foi perseguido pelo rei, pelos ricos e pelos sacerdotes do rei por causa de sua profecia. É um homem de sensibilidade social e divina. A oração move o mundoPaulo dá-nos um conselho muito bonito sobre a oração (1Tm 2,1-8). Manda que se “façam preces e orações, súplicas e ações de graça, por todos os homens; pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos ter uma vida tranqüila e serena com toda piedade e dignidade Isso é bom e agradável a Deus, nosso Salvador (2-4). Não podemos dissociar as realidades sociais e materiais de nossa oração. Para resolver os problemas do “mundo” não podemos deixar de lado a oração, pedindo a Deus a solução desses males e agradecendo-lhe quando caminham bem. Isso é salvação.Leituras: Amós 8,4-7;Salmo 112; Timóteo 2,1-8;Lucas 16,1-13Ficha:1. Jesus continua a instrução dos discípulos sobre os bens materiais. No tempo do profeta Amós era grande a riqueza e maior a ganância e opressão dos pobres. Não difere de nossos tempos. Deus não se esquece, pois quem ofende um pobre, ultraja seu criador. A parábola do gerente experto dá-nos uma lição sobre como os discípulos devem usar os bens materiais.2. Jesus acentua que é impossível ser discípulo e ao mesmo tempo viver da na adoração dos bens materiais, do dinheiro (chamado de Deus Mamona). Devemos saber usar o dinheiro que nos é confiado sem corrupção (fiéis nas pequenas coisas) para conquistar os bens celestes. Amós foi perseguido por causa de sua profecia.3. Paulo dá-nos uma orientação sobre a oração que devemos fazer por aqueles que dirigem o mundo para que tenhamos vida tranqüila, com dignidade. Todos devem ser salvos. A oração não pode ficar fora da solução dos problemas sociais e econômicos.

25° Domingo do Tempo Comum (Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa)

Dois Senhores

Vivemos numa sociedade globalizada,
em que o dinheiro parece mandar em tudo e é procurado
sem nenhum escrúpulo, em prejuízo da maioria.
Para muita gente, ter dinheiro significa poder e prestígio...
Qual deve ser a atitude cristã diante das riquezas?

Na 1a Leitura, Amós denuncia os ricos comerciantes do seu tempo,
que exploravam os pobres camponeses, alterando os pesos,
vendendo mercadorias estragadas, levantando o preço.
O Profeta os adverte que Deus não ficará impassível diante disso:
"Não esquecerei nenhum de vossos atos..." (Am 8, 4-7)

* Essa exploração descrita por Amós não é um fato apenas do passado,
É uma realidade que os pobres conhecem muito bem ainda hoje.
Deus não aprova esses atos...

Na 2ª Leitura, São Paulo lembra o discípulo Timóteo,
que não se pode rezar com "mãos impuras",
isto é, com as mãos que prejudicam os irmãos. (1Tm 2,1-8)

No Evangelho, Cristo conta a Parábola
do ADMINISTRADOR DESONESTO. (Lc 16,1-13)

À primeira vista, poderia dar a impressão de que Jesus
elogia a desonestidade e a corrupção do administrador.
Para compreender o ensinamento do Mestre, devemos nos situar no tempo.
Naquela época, os administradores deviam entregar ao empresário
uma determinada quantia; o que conseguissem a mais ficava com eles.
O que fez o administrador? Renunciou ao que lhe cabia nos negócios.
Ele entendeu que, no futuro, mais do que dinheiro, precisava de amigos.
Por isso, renunciou ao dinheiro, para conquistar amigos.
O dinheiro poderia perder seu valor e por isso apostou tudo nos amigos.
Esta é a escolha prudente que Jesus aconselha a fazer:
saber renunciar coisas lícitas para conseguir o melhor (o Projeto de Deus).

A Busca desenfreada pelo dinheiro continua...
No mundo em que vivemos, o dinheiro é o deus fundamental e
tudo deixa de ter importância, desde que faça crescer a conta bancária.
- Para ganhar mais dinheiro, há quem trabalhe
doze ou quinze horas por dia, num ritmo de escravo,
e esqueça até de Deus, da família, dos amigos e de saúde;
- por dinheiro, há quem venda a sua consciência e
renuncie a princípios em que acredita;
- por dinheiro, há quem não tenha escrúpulos
em sacrificar a vida ou o nome dos seus irmãos;
- por dinheiro, há quem seja injusto, explore os operários,
se recuse a pagar um salário justo...

Talvez não cheguemos nunca a estes casos extremos;
mas, até onde seríamos capazes de ir, por causa do dinheiro? A aposta obsessiva no "deus dinheiro" não é o caminho mais seguro
para construir valores duradouros, geradores de vida plena e de felicidade.

* O que é mais importante para nós?
- Os valores do Reino ou o Dinheiro?
- Na nossa atividade profissional, o que é que nos move: o dinheiro,
ou o serviço que prestamos aos irmãos?
- O que é que nos torna mais livres, mais humanos e mais felizes:
a escravidão dos bens ou o amor e a partilha?Jesus não quer dizer que o dinheiro seja uma coisa desprezível e imoral,
do qual devamos fugir a todo o custo.
O dinheiro é necessário para uma vida com qualidade e dignidade…
Mas ele não pode se tornar uma obsessão, uma escravidão,
pois não nos assegura (e muitas vezes até perturba)
a conquista dos valores duradouros e da vida plena.

+ Jesus conclui com sentenças sobre o bom uso das riquezas:

- "Ninguém pode servir a DOIS SENHORES... a Deus e ao Dinheiro..."
* Deus e o dinheiro representam mundos contraditórios...
Os discípulos são convidados a fazer a sua escolha
entre o Mundo do DINHEIRO (egoísmo, interesses, exploração, injustiça) e
o Mundo do AMOR, da doação, da partilha, da fraternidade.

- As riquezas não devem ser obstáculo à Salvação,
mas um meio para fazer amigos "nas moradas eternas."
- Honestidade tanto nos grandes como pequenos negócios,
porque quem é fiel no pouco, também é fiel no muito,
quem é infiel no pouco, também é infiel no muito.

Qual é a nossa atitude diante dos bens terrenos?
Só Deus é o dono de tudo o que existe...
Nós somos apenas administradores...

A qualquer momento, Cristo poderá também nos questionar:
"Presta conta da tua administração!"
- E nós, como estamos administrando?
Já garantimos a nossa morada eterna?

25° Domingo do Tempo Comum

Parábola do administrador infiel
A viagem de Jesus e seus discípulos à cidade de Jerusalém segue seu curso. As dificuldades de seguir o Mestre revelam-se sob diferentes ângulos. Difícil é tomar a decisão de abandonar tudo. Por isso, ele se mostra preocupado com as questões concernentes à riqueza e sua administração que envolvem o poder econômico. Na época de Jesus, não faltavam maus administradores, como não faltam hoje entre nós. A parábola do administrador infiel (Lc 16,1-13) tem como destinatários todos quantos seguem o Mestre na caminhada para Jerusalém. Ele os alerta sobre obstáculos, desafios e exigências do discipulado, tentando incentivar os indecisos e alienados. Permanecendo nessa situação, arriscam-se a ser demitidos.O administrador era alguém muito esperto nas questões econômicas e em suas negociatas. Diante da suspeita de má administração e da possibilidade de ser demitido (Lc 16,2-3), ele não entra em pânico. Sem perder tempo, para não ficar à mercê da sorte, muda de estratégia. Abre mão de seus lucros para captar a benevolência dos devedores que garantirão seu futuro (Lc 16,4-6). Sua força de vontade e sua coragem fizeram com que pensasse em uma solução prática. A atitude é desonesta, mas ele não quer morrer à beira do caminho, como mendicante. Usa sua inteligência e sua sagacidade para resolver a própria situação. O patrão elogia a esperteza do administrador (Lc 16,8). Habilmente, ele resolve sua crítica situação. "E eu lhes declaro: usem o dinheiro injusto para fazer amigos" (Lc 16,9). Dinheiro aí diz respeito à fortuna, aos bens adquiridos em prejuízo dos outros. Jesus manda os discípulos usarem dos bens materiais para, por meio de esmolas e boas obras, conquistar amigos que os recebam nas moradas eternas quando o dinheiro faltar, isto é, no momento da morte. Em seguida, o evangelista faz uma aplicação da parábola. Ele joga com três tipos de conceitos duplos: pouco/muito (Lc 16,10), dinheiro injusto/verdadeiro (Lc 16,11), bens alheios/ próprios (Lc 16,12). O primeiro termo refere-se aos bens materiais, e o segundo aos espirituais. E conclui com a interrogação: a quem o discípulo deseja pertencer? Servir a dois senhores não é possível (Lc 16,13). Jesus, embora elogie o comportamento do administrador infiel, não aprova sua atitude fraudulenta. Elogia a inteligência e a habilidade com que ele agiu criativamente diante da situação que lhe era desfavorável. Ele não desanima nem se deixa abater cruzando seus braços. O Mestre pede que,mesmo em situações desfavoráveis, os discípulos usem a inteligência e sejam criativos em tudo aquilo que os transforme em filhos da luz e no trato de tudo aquilo que dignifica a vida da comunidade. Os discípulos receberam a inteligência e as condições para solucionar questões embaraçosas. É a tenacidade e a astúcia dos filhos das trevas que eles devem imitar, não a forma moral de sua conduta.Neste domingo, o Senhor renova em nós o seu amor, para tornar-nos ativos, criativos e competentes na administração dos bens que nos confiou. O Senhor nos ilumina e alimenta para que, fazendo bom uso das riquezas e sendo solidários, colhamos os frutos que nos tornam participantes do Reino dos Céus.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Domingo 24 del Tiempo Ordinario

Las Lecturas de este Domingo nos hablan del perdón del Señor. En la Primera Lectura (Ex. 32, 711.13-14) vemos a Moisés intercediendo por el Pueblo de Israel, al cual había sacado de la esclavitud en Egipto y poco después se había desviado del camino, yéndose a la idolatría, pues estaban adorando una estatua de metal. Dios deseaba castigar a ese pueblo “cabeza dura”, nos dice la Lectura. Pero Moisés pidió al Señor que no lo destruyera, y el Señor perdonó al Pueblo pervertido.
En la Segunda Lectura (1 Tim. 1, 12-17) tenemos la confesión de San Pablo a su discípulo Timoteo. En esa Carta San Pablo reconoce haber sido blasfemo y perseguidor de la Iglesia de Cristo. Y habla de cómo el Señor -a pesar de todo eso- le había tenido confianza para ponerlo a su servicio. San Pablo le asegura a Timoteo que “Cristo Jesús vino a este mundo a salvar a los pecadores”. Recordemos eso nosotros: el propósito de la venida de Cristo al mundo fue para buscar y salvar a los pecadores. Como hizo con Pablo, quien, en palabras de su Carta, se confiesa el más grande pecador.
El Evangelio (Lc. 15, 1-32) nos habla de tres parábolas de Nuestro Señor Jesucristo sobre el perdón a los pecadores. Son parábolas que muestran gráficamente cómo es la Misericordia Divina.
La primera: la de la oveja perdida. El Señor es el Pastor preocupado por una ovejita que forma parte de un rebaño de cien ovejas. Y el Pastor no descansa hasta que la busca, la encuentra herida, la cura, la monta sobre sus hombros y vuelve alegre a casa.
Esa es la actitud del Señor con cada pecador que se aleja -como se alejó del rebaño la oveja perdida. Lo busca, lo sana -es decir, lo perdona- y lo vuelve al redil. Eso hace el Señor cuando cada uno de nosotros se aleja por el pecado. Y -además- se alegra y hay gran celebración en el Cielo por cada pecador que se arrepiente y vuelve al camino ... por cada oveja que vuelve al redil.
La segunda es la de la moneda perdida, cuya dueña, a pesar de tener otras nueve monedas en su poder, mueve toda la casa hasta encontrar la moneda que se le había desaparecido. No falta el toque femenino: la mujer debe haber informado a todo el vecindario sobre su problema. De allí que, al encontrar su décima moneda reúne a amigas y vecinas para celebrar.
Por último el Evangelio narra esa bellísima parábola del hijo pródigo.
Ya oímos la historia: el hijo menor pide su herencia, se va de la casa del padre y malbarata todo el dinero. Queda sin siquiera que comer: no podía ni comer la comida de los cerdos. Y ante esa situación decide volver casa de su padre, arrepentido, ya no en calidad de hijo, sino de obrero. El padre -lejos de reprenderlo- (ya el hijo había recibido su lección) lo recibe con una gran fiesta para celebrar la vuelta del hijo perdido.
Por eso, recordando las palabras del hijo pródigo, hemos cantado en el Salmo: “Sí, me levantaré. Volveré junto a mi Padre”. Todos somos hijos pródigos cuando nos alejamos de Dios.
Y Nuestro Señor Jesucristo nos quiere hacer ver con esas parábolas de la oveja perdida y del hijo perdido, cómo es el perdón y la misericordia de Dios Padre. Son ¡tan grandes! ¡tan grandes! Que los hombres no somos capaces de comprenderlas. Como no la comprendía el hermano mayor del hijo pródigo, el cual quería justicia, no misericordia.
¡Claro! Son tan grandes el Amor y la Misericordia de Dios porque son ¡infinitas! ... como lo son todas las cualidades de Dios. A los ojos humanos esas actitudes divinas resultan hasta ilógicas.
El hijo mayor, que siempre estuvo en la casa, no entendía la actitud del padre. Los seres humanos tenemos esa misma visión corta sobre las fallas de los demás que tiene el hermano del muchacho que regresa.
Pero el Amor de Dios no tiene límites: perdona siempre. Pero sí tiene una condición: que estemos arrepentidos; es decir, que reconozcamos nuestra culpa.
A veces el Señor nos induce y nos ayuda a reconocer nuestras faltas. Nos busca como buscó a la oveja perdida, por montes y valles, hasta que nos encuentra y nos regresa. A veces nos deja la cuerda bien larga como al hijo pródigo. Con ése esperó que las circunstancias de la vida que había escogido lo hiciera ver sus errores. A veces tiene que usar formas diferentes.
Tal es el caso de un venezolano: el indio Coromoto. El 11 de septiembre se celebra la Fiesta de la Patrona de Venezuela, Nuestra Señora de Coromoto. Y vale la pena analizar aparición venezolana, pues ella contiene algunos detalles, que son importantes enseñanzas para todos.
El primer detalle es que es ésta la única aparición mariana en que la Santísima Virgen actúa como evangelizadora: envía a los indios a ser bautizados y a recibir instrucción religiosa.
En esta aparición la Virgen María cumple con el mandato de evangelización que su Hijo nos dejó antes de la Ascensión: “Hagan que todos los pueblos sean mis discípulos. Bautícenlos ... y enséñenles a cumplir todo lo que Yo les he encomendado” (Mt. 28, 19-10).
Otra característica sui-generis en esta aparición es la actitud del indio Coromoto: es el único caso que el vidente de una aparición de la Virgen se ha rebelado contra la “Señora”.
Sucedió que Coromoto no quería adaptarse a lo que la Señora le había pedido: ir al sitio de los blancos para recibir el Bautismo y así poder ir al Cielo. Coromoto no aguantaba estar sometido a un régimen sedentario y a una autoridad. Por eso decidió escaparse con sus indios; pero apenas había entrado en la selva, lo mordió una serpiente venenosa. Sólo estando moribundo, comenzó a arrepentirse, pidiendo a gritos el Bautismo.
Dios, que sabe cómo disponer sus planes, dentro de ese Amor y esa Misericordia, que son infinitos, y que pueden resultar incomprensibles a los ojos humanos, permitió esa situación de peligro mortal para que el rebelde Coromoto, una verdadera oveja perdida, recibiera el Bautismo de manos de un criollo que pasaba por el lugar.
Y Coromoto muere acabado de bautizar, perdonado por el Señor y -además- muere evangelizador como la “Señora”, pues antes de morir ordenó a sus indios que se mantuvieran con los blancos, para recibir la instrucción religiosa y ser bautizados para ser cristianos.
La historia de Coromoto, junto con las parábolas del Evangelio, nos recuerdan nuestra propia historia de rebeldía o de rebeldías contra Dios. Siempre queremos disponer nosotros cómo ha de ser nuestra vida. Y esa actitud de independencia ante Dios nos puede llevar al pecado y a irnos alejando de Dios, quizá sin darnos mucha cuenta.
Y Dios -en su Amor y en su Misericordia infinitos- nos llama y nos busca, de muchas maneras, para que le respondamos, para que nos arrepintamos, para El podernos perdonar. Dios siempre nos quiere perdonar. No nos busca para reprendernos, ni para castigarnos. Nos busca para perdonarnos.
En este Domingo dedicado a meditar sobre el perdón de Dios, pensamos en nuestras rebeldías, pensamos en nuestras faltas, pensamos en nuestros vicios y pecados. Acerquémonos a Dios, entonces, en el Sacramento de la Confesión, donde Cristo nos espera, para darnos su perdón de boca y de manos del Sacerdote.

DOMINGO XXIV DEL TIEMPO ORDINARIO

1. SITUACIÓN LITÚRGICA.
Por segunda vez, en este ciclo de Lucas, la lectura evangélica propone la parábola del hijo pródigo, o de la misericordia del Padre. No obstante su presencia en este domingo tiene aspectos diversos de los que tenía en el cuarto domingo de Cuaresma. Entonces se leía únicamente la parábola del hijo pródigo; hoy, en cambio, se trata de las tres parábolas de la misericordia; incluso se sugiere la posibilidad de omitir la tercera. Entonces la lectura se hacía en el contexto del misterio de la reconciliación; hoy se hace en el interior del proceso de la lectura continua de Lucas, como una de las enseñanzas típicas recogidas por este evangelista, y plenamente integradas en su peculiar catequesis. Jesús es el salvador de los pecadores, y el cumplimiento de esta misión es motivo de alegría escatológica (nótese que se da cierto paralelismo entre esta afirmación y la que Jesús hace en relación con la misión de los setenta y dos, Lc 10,20). Pero la primera lectura acentúa sobre todo la misericordia de Dios para con su pueblo, y el salmo responsorial tiene como respuesta precisamente las palabras de arrepentimiento y conversión del hijo. Por ello, si se omitiera la lectura de la tercera parábola, el conjunto de las lecturas quedaría bastante inconexo. La segunda lectura -primer fragmento de 1 Tm- está probablemente seleccionada en función del evangelio: "Jesús vino al mundo para salvar a los pecadores..."
CONTENIDO DOCTRINAL.-Es muy difícil que la predicación de hoy no se convierta en una repetición de la del cuarto domingo de Cuaresma, o de la del domingo undécimo (la pecadora del banquete del fariseo). Por eso habrá que precisar la orientación. La propuesta es la siguiente: Centrar la predicación en la misericordia de Dios, siguiendo la magnífica línea de la encíclica "Rico en misericordia". Es un tema que, como reconoce el mismo Juan Pablo II, "no tiene muy buena prensa". Dice el papa: "Es necesario que siempre se descubra el rostro genuino de la misericordia. A pesar de los múltiples prejuicios, se presenta particularmente necesaria en nuestros tiempos".
Es especialmente interesante -para la interpretación de las parábolas de la misericordia- el párrafo 6 de la Encíclica: "Reflexión particular sobre la dignidad humana". La tesis de este párrafo es que la misericordia, lejos de ser algo que "difama a quien la recibe y ofende la dignidad del hombre", es, en cambio, la recuperación de la dignidad humana, en la que el Dios creador y el hombre hijo de Dios se reencuentran en una misma alegría.
JUAN-PABLO-II "El padre es consciente de que se ha salvado un bien fundamental: el bien de la humanidad de su hijo. Aunque éste había dilapidado el patrimonio, ha quedado, sin embargo, salvada su humanidad. Más aún: de algún modo ésta se ha recuperado. En el mismo capítulo 15 del evangelio de san Lucas leemos la parábola de la oveja perdida y después la de la dracma recuperada. En ellas se pone siempre de relieve la misma alegría que en el caso del hijo pródigo. La fidelidad del padre a sí mismo está totalmente centrada en la humanidad del hijo perdido, en su dignidad. Así se explica por encima de todo la alegre conmoción por su regreso a casa".
El camino de la Iglesia es también un camino de penitencia, durante el cual el cristiano puede confiar constantemente en la misericordia de Dios. La misericordia -que tiene una incidencia peculiar en el sacramento de la penitencia- debe vivirse y recibirse con la alegría celestial de que habla el evangelio de hoy. Sería bueno insistir, siguiendo las indicaciones del Papa, en la importancia de este tema para la vida cristiana, y exhortar a los fieles a plantearse la participación en este sacramento.
REFERENCIA SACRAMENTAL.-Continuando la referencia a la encíclica "Rico en misericordia", se puede mostrar, con Juan Pablo II, que la resurrección de Jesús es la máxima manifestación de la misericordia divina, puesto que en ella se nos manifiesta el amor que es más fuerte que la muerte. Por este camino, la Eucaristía sigue poniéndonos a nuestro alcance este testimonio supremo, y nos invita a participar en él.
También entraría en la dinámica de la homilía destacar el carácter de fiesta a causa del perdón que es propio de la Eucaristía, explicar qué sentido tiene implorar la misericordia de Dios en la celebración.
PERE TENAMISA DOMINICAL 1983, 17

24° Domingo do Tempo Comum (Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa)

De Braços Abertos

A Mensagem bíblica da liturgia de hoje nos fala
da MISERICÓRDIA de Deus para com os pecadores.
Deus ama sempre o homem infinitamente e
nem o pecado o afasta desse AMOR.

Na 1ª Leitura vemos a MISERICÓRDIA de Deus na infidelidade do Povo:
Após ter recebido inúmeros favores de Deus na Libertação do Egito,
o Povo entrega-se à idolatria, adorando um bezerro de ouro.
Moisés intercede. Deus perdoa e desiste de castigar. (Ex 32,7-11.13-14)

* O Bezerro de ouro não pretende ser um novo deus, mas uma "imagem"
de Javé, o que era proibido, para salvar a transcendência de Javé e
evitar os símbolos e imagens dos cultos pagãos...

Na 2ª Leitura: SÃO PAULO fala da MISERICÓRDIA de Deus para com ele:
Ele recorda o seu passado de perseguidor violento da Igreja.
Mas pela misericórdia de Deus, tornou-se um Apóstolo...
E hoje manifesta toda a sua alegria e gratidão
pelo que a graça e a misericórdia de Deus fez nele... (1Tm, 1,12-17)

No Evangelho: Jesus fala da MISERICÓRDIA de Deus
para com os Pecadores: (Lc 15,1-32)

- Na Introdução, os fariseus criticam Cristo
porque "acolhe gente de má fama e come com eles..."
- Essa crítica provoca a Resposta de Jesus
com as TRÊS PARÁBOLAS DA MISERICÓRDIA
que ilustram a atitude misericordiosa de Deus para com os pecadores,
- A Ovelha perdida - A Moeda perdida - O Filho pródigo (perdido)

+ Elas manifestam a Alegria de encontrar o que estava perdido;
A alegria é tão grande, que precisa ser partilhada com os outros;
É preciso festejar, tamanha é a felicidade.

+ Elas nos apresentam também Três Realidades:

1. A Existência do PECADO:

Apesar da tendência generalizada que nega qualquer forma de pecado,
devemos sustentar a existência do Pecado:
Nas leituras de hoje, encontramos vários exemplos:
- A IDOLATRIA dos judeus...
- A PERSEGUIÇÃO de Paulo
- A Atitude de INJUSTIÇA do Filho pródigo para com o Pai e
a vida desordenada com meretrizes...
- A negativa de PERDÃO do irmão mais velho...
- O PURITANISMO dos fariseus e escribas, que murmuravam...


2. A MISERICÓRDIA de Deus:

- O Pai respeita a liberdade do filho,
mesmo quando busca a felicidade por caminhos errados...
Continua a amar, a esperar ansiosamente o regresso do filho,
preparado para acolher com alegria e amor.
- Corre ao encontro, mesmo antes do filho pedir perdão...
- O Beijo revela o perdão, a acolhida, a alegria...
- A veste: manifesta que devolve a dignidade... uma vida nova
- O anel: simboliza o poder... é recebido "como filho", não como empregado...
- As sandálias: são próprias do homem livre, não do escravo...
- Festeja com a alegria o retorno.

* É a atitude de Deus para com os filhos afastados...
O Filho desprezou sua dignidade de filho,
o Pai nunca abandonou seu amor de Pai.

3. A CONVERSÃO do pecador.

Realmente o Pecado existe... Todo pecado é uma ofensa a Deus...
Mas a misericórdia de Deus é maior do que todos os nossos pecados...

Contudo supõe uma atitude de retorno: CONVERSÃO.
Assim entenderemos a preferência de CRISTO pelos pecadores,
que humildemente reconheciam suas culpas e
procuravam sinceramente uma conversão.
E compreenderemos também as censuras de Jesus aos fariseus,
representados na Parábola pelo filho mais velho, que não aceita perdoar...

Todos nós somos pecadores... quem mais e quem menos..
A Igreja não é feita de santos, mas de pecadores perdoados...
- A Liturgia afirma: "Somos povo santo e pecador..."
- S. Paulo: "Jesus veio salvar os pecadores e eu sou o primeiro deles". (1Tm 1,15)

Mas devemos estar empenhados num trabalho contínuo de conversão.
Se assim for, sempre seremos dignos do perdão de Deus.
Caso contrário, nem a confissão tem sentido para nós.

+ As Parábolas da misericórdia nos revelam um Deus que ama todos.
As transgressões dos filhos não anulam o Amor do Pai.
Se essa é a atitude de Deus, qual deve ser a nossa para com aqueles
que perderam o rumo ou que já não têm mais fé?
A Atitude de Cristo ou a dos fariseus? Do Pai ou do Filho mais velho?

Renovemos a nossa fé em Deus, Pai de bondade e misericórdia,
e fiquemos de BRAÇOS ABERTOS também para nossos irmãos.