quinta-feira, 19 de junho de 2008

Imitação de Cristo, tratado espiritual do séc. XVII, cap. 1

«Não os temais, portanto, pois não há nada encoberto que não venha a ser conhecido".
Não tens aqui cidade de repouso, e onde quer que estejas és estranho e peregrino; e nunca terás repouso, a não ser quando estiveres intimamente unido a Cristo. Que procuras à tua volta, se este não é o lugar do teu descanso? A tua morada deve ser no céu, e tudo na terra deve ser visto como de passagem. Todas as coisas passam, e tu com elas. Toma cuidado, não te apegues, para que não sejas apanhado por elas e pereças.Que o teu pensamento esteja junto do Altíssimo, e a sua súplica se dirija sem cessar a Cristo. Se não consegues contemplar as coisas elevadas e celestes, descansa na Paixão de Cristo, e habita alegremente nas Suas santas chagas. Se assim te refugiares com devoção nas chagas e nos preciosos estigmas de Jesus, sentirás grande conforto na tribulação, não te importarás muito com as traições dos homens e facilmente suportarás as palavras malévolas. Também Cristo foi desprezado no mundo pelos homens, e abandonado, na maior necessidade, pelos conhecidos e amigos no meio das afrontas. Cristo quis sofrer e ser desprezado, e tu ousas queixar-te de alguma coisa? [...]Mantém-te com Cristo e por Cristo, se queres reinar com Cristo. Se uma única vez conseguisses entrar perfeitamente no coração de Jesus, e conhecesses um pouco o Seu amor ardente, não te importarias com o que te é agradável ou desagradável, mas alegar-te-ias com cada ofensa sofrida, pois que o amor de Jesus faz o homem desprezar-se a si próprio. Aquele que ama Jesus e a verdade, que é verdadeiro, interior e livre de afeições desordenadas, pode voltar-se facilmente para Deus, elevar-se em espírito acima de si próprio e descansar com proveito. Aquele para quem as coisas valem segundo são, e não segundo se diz ou pensa, esse é o verdadeiro sábio, e mais instruído por Deus do que pelos homens.

12º Domingo do Tempo Comum (Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa)

O Medo

No domingo passado, vimos que Deus chama e envia
inúmeras pessoas para realizar seu Plano de Salvação.

As leituras bíblicas deste domingo falam das dificuldades
que os discípulos encontrarão para serem fiéis a esse chamado,
mas garantem também que o amor de Deus não os abandona.

A 1a Leitura apresenta o drama vivido pelo profeta do JEREMIAS.
Para ser fiel à sua missão, experimenta perseguição, solidão e abandono.
No entanto não deixa de confiar em Deus. (Jr 20,10-13)

No começo, teve medo e resistiu:
"Vê, Senhor, que eu não sei falar, sou ainda menino".
- E o Senhor não desiste:
"Para onde eu te enviar, irás; e o que eu te mandar, falarás:
não tenhas MEDO, pois eu estarei contigo para te livrar".
- Acolhendo a ordem do Senhor, Jeremias vai a Jerusalém e
diante do templo pronuncia um discurso violento:
acusa as autoridades, desmascara suas trapaças e
prediz a destruição do templo de Jerusalém.
- A reação foi imediata: foi preso incomunicável numa cruel prisão...
Considerado um "Profeta da desgraça",
sentiu-se repudiado pelo povo e abandonado pela própria família...

- Aí surgem as "Lamentações de Jeremias", que são verdadeiros desabafos,
em que o profeta expõe a sua amargura.
No entanto não deixou de confiar em Deus, no seu poder, na sua justiça
e no seu amor e anunciar com coerência e fidelidade.
Ele sabe que Deus nunca abandona aqueles que procuram
testemunhar no mundo as suas propostas, com coragem e verdade.

Na 2ª Leitura, São Paulo afirma que para a salvação
o essencial não é cumprir a Lei de Moisés,
mas acolher a oferta de Salvação que Deus faz a todos por Jesus. (Rm 5,12-15)

O Evangelho continua O "Sermão apostólico".
São recomendações de Jesus ao enviar os apóstolos em Missão.
O tema central é a afirmação "não tenhais medo", repetido três vezes.
E aponta três tipos de medo, que poderão encontrar:

1. Medo do fracasso (fiasco).
JC. garante: Apesar das provocações e dificuldades,
a sua mensagem se difundirá e transformará o mundo...
2. Medo da morte: (maus tratos... ou a própria morte...)
JC. afirma que decisivo não é a morte física, mas perder a vida definitiva.
3. Medo pela sobrevivência (por causa da perseguição...):
JC. convida os discípulos a terem confiança na Providência de Deus.
E ilustra a solicitude de Deus com duas imagens:
Os pássaros de que Deus cuida e os cabelos que Deus conta...
Se Deus cuida dos pássaros... tanto mais dos discípulos do seu Filho...
Não tenhais medo dos homens... tende confiança em Deus!

+ O Medo ainda nos acompanha:
- Por Medo, a pessoa se tranca dentro de seu pequeno mundo,
cada vez mais se isola da sociedade.
- Por Medo, levanta muros protetores cada vez mais altos,
criam-se condomínios mais fechados e seguros,
como se isso resolvesse o problema do medo.
- Medo da doença... do desemprego... (Qual o nosso maior medo?)

O MEDO é também um grande impedimento
ao anúncio do Evangelho e à sincera profissão de fé.
- Por Medo de serem criticados ou desprezados,
muitos deixam de anunciar as maravilhas do Reino.
- Por Medo ou vergonha, muitos se omitem diante dos critérios em voga
sobre amor e família, sexo e casamento, matrimônio e divórcio, vida e aborto, educação e liberdade, dinheiro e direitos humanos.
E quando os princípios da moral cristã são taxados de antiquados,
ficam assustados, confusos, desorientados...
Será que vale a pena continuar remando contra a maré?
- E por medo ou vergonha, se calam... e cedem ao velho respeito humano...

Para esses, Jesus adverte: "Quem me negar diante dos homens,
também eu o negarei diante do meu Pai, que está nos céus".

A Palavra de Deus de hoje convida-nos a não ter medo.
Convida-nos a ter a coragem das nossas idéias, a intrepidez da fé,
a coragem do anúncio cristão, do testemunho...
a intrepidez da verdade.

Ele nos garante: "Não tenhais medo, eu venci o mundo".
E com ele também nós venceremos...

+ Dia do migrante: "Basta de Migração forçada"
- Vítima também do medo: do desemprego, da fome, da doença,
da violência, da injustiça, da discriminação...
* Qual a nossa atitude para os migrantes: Acolhida, espaço, oportunidade?

Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 22.06.2008
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è Veja abaixo o poema: "Nas asas do sonho".




NAS ASAS DO SONHO

Nas asas do sonho partem os migrantes,
aos milhares e milhões põem-se em marcha;
das terras do desemprego e da fome
rumam em direção às terras do trabalho e do pão;
rompem leis, fronteiras e obstáculos,
fortes e frágeis na luta pela vida.

Mas a cada esquina tropeçam e caem
com os mil rostos e mil ciladas da morte:
morte filha do tráfico e da violência,
que cedo ceifa a flor da juventude;
morte filha do trabalho explorado e escravo,
que cansa antes do amanhecer e encurva antes dos trinta;
morte indefesa e inocente, filha da indiferença,
que se alimenta de vidas não nascidas;
morte em meio às tempestades da travessia,
que no mar ou no deserto frustra o sonho;
morte filha da pobreza e da inanição,
que a conta-gotas mata os desenraizados;
morte da fauna e da flora, grito da terra devastada,
a bio em suas distintas formas ameaçada.

Morte nas ruas, cotidiana, quase “cultural”,
sangue quente na telinha e nas páginas do jornal;
morte do planeta, destruição do meio ambiente,
água e ar, rios e florestas, animais e gente!
morte espetáculo, na cidade e no campo, banal;
espalha silêncio e medo, como coisa natural.

Teimosos, voltam a erguer-se o sonho e o migrante;
nas asas do vento, vencem ambos o caminho;
o sonho se faz raiz, se faz broto e se faz tronco,
se faz árvore, se faz flor e se faz fruto;
no chão de uma nova pátria planta raízes,
que hão de forjar uma cidadania sem fronteiras,
onde acima da raça, língua ou cultura, está a vida.

Pe. Alfredo J. Gonçalves

DOMINGO 12 del Tiempo Ordinario - Ciclo "A" -

Las Lecturas de este Domingo nos hablan de la persecución a la cual puede estar sometido el cristiano que sigue a Cristo y da testimonio de El ... como El nos lo pide. Sin embargo la idea de persecución permanece un poco oculta en estas Lecturas si no leemos los versículos del Evangelio de San Mateo, que aparecen inmediatamente antes de los que nos presenta la Liturgia de hoy.
Asimismo, hemos visto que la Primera Lectura es tomada del Libro del Profeta Jeremías (Jr. 20, 10-13). Y ¿quién fue Jeremías? Fue quizá el Profeta más sufrido, de carácter tímido y manso, que prefería la vida tranquila. Pero Dios lo escogió para llevar su mensaje a un pueblo rebelde. Esto le trajo a Jeremías muchos enfrentamientos, luchas y persecuciones de parte de ese pueblo.
Fijémonos lo que dice el Profeta sobre sí mismo y sobre esta situación: “Yo oía el cuchicheo de la gente que decía: ‘Denunciemos a Jeremías, denunciemos al profeta del terror ... para podernos vengar de él ...Todos los que eran mis amigos espiaban mis pasos, esperaban que tropezara y me cayera”. Sin embargo Jeremías se mantuvo firme ante la llamada del Señor y se sometió a todos los riesgos y a todas las persecuciones, pues confiaba plenamente en Dios.
Así continúa el Profeta: “Pero el Señor, guerrero y poderoso, está a mi lado. Por eso mis perseguidores no podrán conmigo ... El ha salvado la vida de su pobre de la mano de los malvados”.
Este testimonio del Profeta Jeremías sirve de aliento para aquéllos que hemos sido llamados al servicio de Cristo; es decir, todos los bautizados. Cristo tuvo sus discípulos: al comienzo hubo 72. De entre esos 72 escogió a los 12 Apóstoles. ¿Quiénes son sus Apóstoles hoy? El Papa, los Obispos, los Sacerdotes. ¿Y quiénes somos sus discípulos hoy? Pues todos los bautizados, todos los laicos que desean seguir a Cristo.
Y a todos nosotros, Sacerdotes y Laicos, el Señor nos anuncia persecuciones. Nos guste la palabra o no, el hecho es que Cristo no nos ofrece a sus seguidores una vida cómoda y libre de vicisitudes y sufrimientos. Muy por el contrario: las Lecturas de hoy -y muchas otras de la Sagrada Escritura- así nos lo indican.
También el Salmo 68 que hoy hemos rezado se refiere a persecuciones y desprecios: “Por ti he sufrido oprobios, y la vergüenza cubre mi rostro. Extraño soy aun para aquéllos de mi propia sangre, pues me devora el celo de tu casa”. El “celo de tu casa” es el impulso que el verdadero seguidor de Cristo tiene para defender la Palabra de Dios y para llevarla a quien desee escucharla.
Veamos el Evangelio de hoy, pero también los versículos que lo preceden (Mt. 10, 17-23). Por cierto el sub-título que trae la Biblia Latinoamericana es elocuente: “Los testigos de Jesús serán perseguidos”.
El Señor comienza por anunciar persecuciones de parte de los gobernantes. Nos dice que no nos preocupemos cuando se nos juzgue, pues “no van a ser ustedes los que hablarán, sino el Espíritu de su Padre hablará por ustedes”. Luego pasa a anunciar la persecución de que seremos objeto por parte de los nuestros, de nuestra propia familia. Y termina sentenciando: “A causa de mi Nombre, ustedes serán odiados por todos, pero el que se mantenga firme hasta el fin se salvará”.
El Evangelio de hoy nos llama a la valentía y al abandono en Dios cuando la evangelización, la predicación de su mensaje, se haga difícil y riesgosa. No podemos arredrarnos en los momentos de dificultad que puedan presentarse en la tarea de la evangelización. “No tengan miedo”, nos dice el Señor, “porque ustedes valen mucho más que todos los pájaros del mundo”.
La recompensa será grande para los que no temamos y hagamos lo que Cristo hizo y lo que nos pide a todos: “A quien me reconozca delante de los hombres, Yo también lo reconoceré delante de mi Padre que está en los Cielos”. Y el riesgo es grande también: “Al que me niegue delante de los hombres, Yo también lo negaré delante de mi Padre que está en los Cielos”.
Las palabras del Señor son, entonces, muy claras: como seremos objeto de persecución por dar testimonio de Cristo, El nos recomienda -y así comienza el Evangelio de hoy- que no temamos a los hombres, que no tengamos miedo de predicar, de pregonar todo lo que El nos ha enseñado y nos ha pedido.
Nos dice que no nos preocupemos por las persecuciones. Que nos fijemos los pájaros que vuelan: ni uno solo cae a tierra si no lo permite el Padre Celestial. Que en cuanto a nosotros, el Padre nos tiene tan cuidados y vigilados que cada cabello de nuestra cabeza está contado. Nos recuerda que nosotros valemos muchísimo más que todos los pájaros del mundo.
Y nos repite que no temamos a lo que los hombres nos pueden hacer, que éstos sólo pueden matar el cuerpo. Pero que a los que sí hay que tenerles miedo es a los que pueden arrojar al lugar de castigo al alma y al cuerpo. Y ¿quiénes son ésos? No son los hombres. Son los demonios, a ésos sí hay que temer. Hay que estar bien en guardia contra el Demonio y sus secuaces que continuamente nos tientan, buscando apartarnos del Camino y llevarnos a la condenación eterna.
Y ¿cómo nos ponemos en guardia contra éstos? Pues, a través de la oración frecuente y asidua, y recibiendo con frecuencia los Sacramentos, especialmente la Eucaristía y la Confesión.
La Bienaventuranza “Bienaventurados los perseguidos a causa de las justicia, porque de ellos es el Reino de los Cielos” muchas veces se malinterpreta, y se piensa que se refiere a los que se les sigue juicio o están en las cárceles justa o injustamente. Pero se olvida que “justicia” en el contexto bíblico significa “santidad”; no significa justicia como se entiende hoy en día esta palabra.(*)
Así que esta bienaventuranza sobre los perseguidos a causa de tratar de ser santos, de tratar de seguir a Cristo, viene a corroborar este trozo del Evangelio de San Mateo y la suerte del Profeta Jeremías. Fijémonos que esta Bienaventuranza es la última de todas y es la única que el Señor explica con más detalles.
Así continúa el texto -también de San Mateo- “Dichosos ustedes cuando por causa mía los maldigan, los persigan y les levanten toda clase de calumnias. Alégrense y muéstrense contentos, porque será grande la recompensa que recibirán en el Cielo. Pues bien saben que así trataron a los Profetas que hubo antes que ustedes.” (Mt. 5, 10-11).
El Señor, entonces, no nos promete un camino fácil. No nos promete éxitos y triunfos, sino que nos anuncia el mismo camino de El: contradicciones, odios, calumnias, persecuciones, etc. En realidad, si vemos bien el Camino de Cristo, si vemos bien cómo llegó hasta la muerte en cruz, el ser perseguidos por su causa es signo evidente de que vamos por su Camino, no por el nuestro; es signo de que lo vamos siguiendo a El, como El nos lo pidió. “El que quiera seguirme ... tome su cruz y me siga” (Mt. 16, 24).
Sin embargo la bienaventuranza de los perseguidos no significa que no sintamos dolor, que no podamos asustarnos en algún momento. El Señor no nos pide que llamemos gozo a lo que es dolor, ni nos pide que seamos indiferentes hasta el punto de no sufrir nada. El Señor lo que nos dice es que confiemos que el Padre nos cuida directamente ... a tal punto que ¡hasta tiene contado cada cabello de nuestra cabeza!
Esa confianza nos hará fuertes en las luchas y en las persecuciones. Por eso hemos rezado en el Salmo 68: “Quienes buscan a Dios tendrán más ánimo, porque el Señor jamás desoye al pobre”. Es decir el Señor cuida de aquél que no pone su confianza en sí mismo, sino que confía sólo en El. ¡Eso es ser pobre ... pobre de espíritu! Confiando así, sabiéndonos en sus Manos, Dios cambiará el temor en valentía y la debilidad en fortaleza.
San Pablo, en su Carta a los Romanos que hemos leído como Segunda Lectura (Rom. 5, 12-15), nos recuerda que “por el don de un solo hombre, Jesucristo, se ha desbordado sobre todos la abundancia de la vida y la gracia de Dios”.
Ese desbordamiento de la gracia de Dios es el premio seguro que el Señor ofrece a quienes nos entreguemos a El para llevar su Palabra a donde El lo requiera y a quien El disponga -sin importarnos el riesgo que esto pueda significar. Y ese premio que El nos promete es nada menos que el Reino de los Cielos, la Vida Eterna en gloria con El, para siempre.
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¿Qué es la santidad? ¿Cuál es la Voluntad de Dios para mí? El llamado a la santidad y el seguimiento de la Voluntad de Dios son cuestiones íntimamente relacionadas entre sí y son dos asuntos claves para el Cristiano seguir el Camino de Cristo. Pero resultan muchas veces confusas y oscuras estas dos cosas. Por esto, debemos reflexionar siempre en qué consiste ser santos: tratar de ser santos es tratar de seguir la Voluntad de Dios para nuestra vida. Y ¿en qué consiste esto? Consiste en dejar de tener voluntad propia, planes y rumbos propios, criterios y pretensiones propias ... para asumir lo que Dios quiere para mí. Dejarnos hacer santos -dejarnos santificar- es renunciar a nuestra propia voluntad y asumir la Voluntad de Dios como propia. Es dejar que Dios sea Quien haga, Quien muestre su plan, Quien indique rumbos, Quien proponga criterios, etc. Es “flotar” y no “nadar”. Debemos tener siempre presente que la Voluntad de Dios es el plan perfecto de Dios para santificar a cada uno de nosotros.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

11º Domingo do Tempo Comum (Pe. Carlo)

O chamado de Mateus, que foi objeto da nossa atenção na liturgia do domingo passado, nos ajudou a entrar em contato com o sentimento de Jesus, o qual decidiu oferecer uma vida nova ao cobrador de impostos. Nos ajudou também a compreender alguns aspectos de sua relação de misericórdia e compaixão para com os que erraram, em seu caminho. Mais uma vez a leitura de hoje nos propõe a compaixão de Jesus como um dos sentimentos que regiam suas atitudes em relação às pessoas.
O Evangelho nos conta que Jesus já havia realizado algumas curas, trazido de novo à vida uma menina, expulsado um “demônio” mudo etc. Gestos realizados por solidariedade à condição de sofrimento do homem; gestos que não visavam de modo algum publicidade transformaram-se de repente em esperança para multidões de pessoas. Era a esperança que sempre está acesa no coração daqueles que não obstante tudo continuam acreditando que Deus sabe surpreender. As multidões, apinhadas, desorganizadas, caóticas, barulhentas, não tinham grandes sentimentos religiosos, tanto quanto os homens piedosos de Israel. Eram como as multidões de hoje, onde esperança e fé se misturam sem poder distinguir uma da outra. Eram as multidões que se formam toda vez que se re-propõem os dramas em que as pessoas estão mergulhadas; multidões de pessoas que precisam da força do número pra não se sentirem sozinhas em viver problemas maiores de suas forças. Multidões que clamam, invocam antes de tudo atenção à sua condição. Multidões que, bem lá no fundo, nos recordam que sofrem, que é a humanidade que sofre e não somente o individuo.
Nenhuma razão consegue explicar os pés feridos, enfaixados com panos improvisados por uma mulher que, junto com outras mulheres, carrega ao colo por mais de cem quilômetros o próprio filho para apresentá-lo ao Senhor num Santuário. Deus não está presente em todo lugar? O que é isto de levar uma criança por tanto tempo no colo expondo-a às intempéries? O que interessa a Deus tudo isto, não é melhor se comprometer e trabalhar para.... É bem isto que também um “piedoso” judeu diria àquelas multidões; faria os mesmos nossos comentários. «Tendes seis dias para fazer-vos curar, porque vindes no sábado?» disse uma vez um piedoso judeu. As multidões têm uma lógica diferente que não se encaixa em parâmetros comuns e previsíveis... mas elas são autênticas em sua busca, quando esta não é manipulada ou provocada. É a esta busca que precisamos dar atenção, porque ela nos diz respeito aos dramas do homem e a seus anseios.
«Vendo as multidões Jesus teve compaixão»; Jesus deu atenção, «viu» (no sentido que nós já conhecemos) e se deixou envolver pelo sofrimento que estas expressavam como que através de um grito comum que superava os clamores de cada um. Quando nos deixamos envolver, sabemos partilhar os sentimentos a partir do lugar donde estão as pessoas; isto é ter compaixão, não é uma concessão “beneficente”. A compaixão permite superar os limites impostos pelas “motivações”, pelas “razões” com as quais pretendemos avaliar os fatos; isto porque esta trilha caminhos diferentes, que alcançam diretamente o outro naquilo que sente e não naquilo que pensa; ... e o homem é o que sente, não o que pensa.
Ao ver as multidões Jesus não as enxerga como um problema a resolver. Jesus não se coloca como alguém que está diante de uma “pressão popular” –já que é tão fácil hoje transformar um sentimento autêntico num instrumento de opinião- frente à qual deve posicionar-se. Jesus as vê «cansadas e abatidas», com certeza, mas interpreta isto como a «colheita» do Pai. Ou seja, algo positivo. Jesus está diante do fruto, do resultado da obra paciente do Pai que sempre semeia nos corações das pessoas, mesmo através de suas lágrimas, a fim de que nunca, mas nunca, estas morram definhando em seu coração. Quando um espírito está apaziguado, conformado, satisfeito ... começa a morrer; somente procura manter sua posição alcançada e defende-la a todo custo, por medo de ter que recomeçar tudo de novo. O desejo, o anseio, o cansaço esperançoso são os sinais de vida que existem nos corações, mesmo quando buscam sem saber o que procuram, como por um tênue, vago objetivo; sem rumo certo, como «ovelhas sem pastor».
A compaixão, em Jesus, se transforma em comoção, diante da obra do Pai e da resposta dos simples que se perdem no anonimato, que não fazem falar de si. É deste modo que o Pai age, sempre, hoje. Trata-se de uma ação discreta, sem alarido como as coisas mais bonitas da natureza, como o nascer do novo dia e o despontar de um broto numa terra seca. Deus usa dos meios mais impensáveis a fim de que nos lembremos sempre que a lavoura não é do homem com seus instrumentos e técnicas –até religiosas- mas é d’Ele. Isto é alegria para Jesus. É a colheita da messe. Aos «seus», Jesus ofereceu «gratuitamente» partilhar desta colheita.
Os anseios, todavia, devem encontrar resposta adequada para não se transformarem em decepção e tristeza que aprisionam o homem a seu sofrimento. Jesus vê a urgência e necessidade de que as multidões não caiam nas garras deste demônio que prende ao sofrimento invés que ser um caminho para um encontro mais autêntico com Deus. Tal urgência nos é sugerida pelo verbo usado pelo Evangelista ao indicar o ato com o qual Jesus se dirige aos seus. È muito significativo que o verbo usado não significa simplesmente “chamar” no sentido de “convidar”, mas sim “convocar”; convocar como se convoca um soldado em reserva, como se convoca uma assembléia para algo urgente.
Aos discípulos Jesus entrega este sentimento de urgência, a fim de que quanto Pai semeou não se perca. Os que buscam, movidos pelo impulso da vida e da sua história, na qual o Pai age, devem encontrar significados. O discípulo poderá ajudar a encontrar significado da história e da vida das pessoas que se perdem na multidão; poderá derrotar qualquer demônio que se esconda debaixo da doença, ou sofrimento que for e que afastam de Deus. Ao discípulo Jesus entrega a tarefa de dar o testemunho de que é exatamente ali, onde não parece ter um sentido, que o Reino está; perto, bem mais próximo do que parece, porque ali onde ninguém espera, Deus se deixa encontrar.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

11° Domingo do Tempo Comum (Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa)

A Missão

Deus tem um Plano de Salvação para todos os homens.
Mas esse plano ele não o realiza sozinho.
Ele conta com a participação de inúmeras pessoas
que sempre chama e envia para essa MISSÃO...

As Leituras bíblicas nos falam dessa verdade...

Na 1a Leitura, Deus escolhe um Povo para si. (Ex 19,2-6a)

Escolhe o povo de Israel e lhe propõe uma ALIANÇA
para ser portador das promessas messiânicas a todos os povos.
- No Monte Sinai, Deus fala a Moisés:
"Se escutardes a minha voz e fordes fiéis à minha aliança,
sereis meu povo escolhido, um reino de sacerdotes, uma nação santa".

* Esse Povo será sinal de Deus no meio dos povos e
figura do novo Povo de Deus, que será a Igreja...

Na 2a Leitura, vemos o Envio de Jesus Cristo como Salvador
e cabeça do novo povo eleito, que é a Igreja. (Rm 5,6-11)

No Evangelho, temos a Missão dos Doze. (Mt 9,36-10,8)

O Texto inicia o "Sermão Apostólico" de Cristo
(o 2º dos cinco, no evangelho de Mateus).
É um "Manual do missionário cristão", em que define
os conteúdos do anúncio e as atitudes fundamentais do Missionário.
Compreende 3 passos:

1) Uma Introdução: Jesus vê a triste Realidade das multidões:

- "Estavam cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor..."
- "A Messe é grande... e os operários são poucos..."
- Um apelo: "Rogai ao dono da Messe..."
Reflete a preocupação diante das necessidades pastorais,
embora a iniciativa da Missão é do Pai.

2) O Chamamento e o Envio dos 12 Apóstolos:

- "Chamou-os": Os critérios da escolha é sempre um mistério,
difícil de compreender e explicar.
- O número "12" recorda as 12 tribos de Israel e é símbolo da totalidade.
Todos somos chamados a libertar-se e enviados a libertar..
- Na "Missão", confere o poder de expulsar os demônios e curar os doentes:
isto é, tudo o que destrói a VIDA e a felicidade do homem...
- Chama cada um pelo "Nome": Missão individual e comunitária.









3) Recomendações de Jesus para a Missão:

- Destinatários:
Os judeus, herdeiros da Aliança, deveriam ser os primeiros:
"Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel"
- Mensagem:
- O Anúncio missionário: "O Reino de Deus está próximo".
- Os Sinais da presença de Deus: "Curar os enfermos,
ressuscitar os mortos, purificar os leprosos, expulsar os demônios".

- Exigência de Gratuidade: "De graça recebestes, de graça deveis dar".

+ Que diria Jesus ao contemplar a Realidade de hoje?

Ainda hoje há multidões cansadas e abatidas como ovelhas sem pastor.
Deus continua precisando de gente para continuar a sua obra
de Libertação e Salvação.
* Os "doze" representam a totalidade do Povo de Deus.
- Temos consciência de que também nós somos enviados em missão?+ Qual é a missão dos discípulos de Jesus?

É lutar contra tudo o que escraviza o homem e o impede de ser feliz.
- Hoje há estruturas que geram guerra, violência, terror, morte:
a missão dos discípulos de Jesus é contestá-las e desmontá-las;
- hoje há "valores" que geram escravidão, opressão, sofrimento:
a missão dos discípulos de Jesus é recusá-los e denunciá-los;
- hoje há esquemas de exploração que geram miséria, marginalização, exclusão:
a missão dos discípulos de Jesus é combatê-los.

* A proposta libertadora de Jesus deve estar presente através dos discípulos
em qualquer lugar onde houver um irmão vítima da escravidão e da injustiça. -
- Procuramos nós transmitir alegria, coragem e esperança
àqueles que vivem imersos no abatimento, na frustração, no desespero?
- Procuramos ser um sinal do amor e da ternura de Deus
para aqueles que vivem sozinhos e marginalizados?O nosso serviço ao "Reino" é totalmente GRATUITO?

Ou serve para promover os nossos interesses, a nossa pessoa,
os nossos esquemas de realização pessoal?

Ainda hoje há muitas ovelhas cansadas e abatidas sem pastor...
- Será que Cristo pode contar conosco?

Acolhamos o apelo do Mestre e roguemos ao dono da Messe
para que mande muitos operários à sua vinha...

DOMINGO 11 del Tiempo Ordinario - Ciclo "A"

Este Domingo continuamos con el Evangelio de San Mateo y, como Segunda Lectura, con la Carta de San Pablo a los Romanos.
La Primera Lectura (Ex. 19, 2-6a) -muy conectada con el Evangelio de hoy- es tomada del segundo libro del Antiguo Testamento: el Libro del Exodo. Y todas estas lecturas nos hablan de nuestra vocación como cristianos y de nuestra vocación como servidores de Cristo.
En efecto, en el Evangelio (Mt. 9,36 - 10,8) hemos visto el momento en que Jesucristo reúne a sus 12 Apóstoles, dándoles poder sobre los demonios e instrucciones para curar enfermedades y aliviar dolencias.
Pero antes de reunir a los doce, el Evangelista plantea una situación preocupante, que el Señor resume en una frase: “La cosecha es mucha y los trabajadores pocos”. Y ésta es una frase del Evangelio que nos repite la Liturgia de la Iglesia con cierta frecuencia, pero parecemos no darnos cuenta de su significado, mucho menos de su urgencia y gravedad, especialmente en esta época.
Fijémonos que San Mateo, Evangelista, nos plantea con una frase al comienzo del Evangelio, el problema de la falta de Sacerdotes y de personas que quieran entregarse al servicio de Dios: “Al ver Jesús las multitudes, se compadecía de ellas, pues estaban extenuadas y desamparadas, y andaban como ovejas sin pastor”.
¿Cuáles son las ovejas que andan sin pastor? ¿Cuál es la cosecha que necesita trabajadores? ... Somos nosotros mismos. Recordemos la tierna comparación que el Señor hace muchas veces de nosotros como ovejas: ese animal que es tan frágil y que necesita tanto de su pastor para poder subsistir. Al Señor le gusta llamarnos sus ovejas y su rebaño.
Por eso los Salmos, que son palabras del Espíritu Santo en boca del Salmista, para enseñarnos a nosotros a orar y para que usemos esas palabras inspiradas para orar, también nos traen esa imagen de nosotros como ovejas y de Dios como nuestro Pastor. Y este Salmo de hoy -el Salmo 99- nos enseña a orar con esa tierna imagen. Así hemos rezado: “El nos hizo y somos suyos, somos su pueblo, ovejas de su rebaño”.
Somos el pueblo de Dios. Eso lo hemos repetido en el Salmo y también lo reitera la lectura del Libro del Exodo (Ex. 19, 2-6a): “Si escuchan mi voz y guardan mi alianza, serán mi especial tesoro entre todos los pueblos”.
Notemos esto: al antiguo pueblo de Israel les dijo Dios que si guardaban su alianza con El serían “su especial tesoro” de entre todos los pueblos. Y a nosotros nos dice hoy que si guardamos su Voluntad, seremos “su especial tesoro”. Pero no se queda ahí el Señor, sino agrega que además seremos para Dios “un reino de sacerdotes, una nación consagrada.”
Esta frase podría resultar un poco confusa y hasta atrevida, si no la explicamos bien. Unos cuantos domingos atrás, venía esta misma frase, pero en la Primera Carta del Apóstol San Pedro... ¿la recuerdan? “Ustedes son raza elegida, sacerdocio real, nación consagrada a Dios y pueblo de su propiedad” (1 Pe. 2, 9-10).
Pero corremos el riesgo de pasar estos conceptos por alto, si no los meditamos a profundidad. ¿Nos damos cuenta de la grandeza a la que nos llama Dios? ¿Nos damos cuenta de que esa grandeza no se basa en que somos libres -aunque la libertad es un don preciosísimo que Dios nos da? ¿Nos damos cuenta de que nuestra grandeza se basa en que somos propiedad de Dios? ¿Nos damos cuenta de esta maravilla?
Revisando y uniendo la frase del Exodo, las frases del Salmo y las frases de San Pedro podemos ver la grandeza a la que hemos sido llamados: Somos una “raza elegida” (“ovejas de su rebaño”); somos un “sacerdocio real” (“un reino de sacerdotes”); somos una “nación consagrada a Dios” ( un “especial tesoro de Dios”); somos “pueblo de su propiedad” (“somos suyos, somos su pueblo”).
Estos conceptos son tan importantes que el Concilio Vaticano II retoma esta enseñanza para recordarnos que todos los cristianos -sólo por el hecho de ser bautizados- somos un pueblo de sacerdotes y participamos del Sacerdocio de Cristo (cfr. LG 26 - AA 3).
Debemos ver, entonces, cuál es la función de un Sacerdote. Recordemos que el Sacerdote, además de ofrecer el Sacrificio de la Misa, en el que Cristo es la Víctima que se sacrifica, el Sacerdote tiene también a su cargo la predicación de la Palabra de Dios.
Estas enseñanzas tomadas de la Sagrada Escritura y ratificadas por la Iglesia en el último Concilio, nos hacen caer en la cuenta de que si bien existe el Sacerdocio Ministerial, del cual forman parte los Sacerdotes que han recibido el Sacramento del Orden Sacerdotal, existe también un sacerdocio de los laicos -de todos aquéllos que no han sido ordenados- pero que también tienen una responsabilidad apostólica de llevar el Mensaje de Cristo a quienes puedan y a donde puedan.
El llamado a la Evangelización está en muchos pasajes del Evangelio. Hoy nos lo hace el Señor de esta manera ... y nos dice esto a todos ... Sacerdotes y Laicos: “Vayan en busca de las ovejas perdidas de la Casa de Israel”.
Es decir: vayamos en busca de los católicos que se están perdiendo por todos los errores y falsedades que el Demonio astutamente está metiéndonos en libros, revistas, películas, videos, internet, etc. Errores contra la fe, contra Dios y contra la Iglesia. Errores contra la moral, contra la familia, contra la paz y la concordia. Errores todos que hacen de muchos católicos bautizados “ovejas perdidas”. Y ¿qué hacemos nosotros?
La verdad es que la participación de los laicos en el Sacerdocio de Cristo siempre ha estado vigente, pero ahora más que nunca se hace necesarísima, cuando podemos ver claramente que no hay trabajadores para la cosecha; es decir, que no hay suficientes Sacerdotes para pastorear las ovejas.
Desde el tiempo de Jesús “la cosecha es mucha y los trabajadores pocos”, pero esta situación se ha agravado en nuestro días. La Iglesia necesita Sacerdotes Ordenados, necesita muchos más de los que hay, pues no hay suficientes para todo el trabajo de la cosecha ... y muchos ya están ancianos.
¿Qué sucede, entonces? ¿Dónde están los trabajadores que se necesitan? Ciertamente deben estar entre nuestros hijos, sobrinos, nietos, familiares, amigos. ¿Y vemos a algunos de ellos siquiera preguntarse si el Señor los estará llamando al Sacerdocio? ¿O más bien todos piensan sólo en casarse?
El Señor nos dice en el Evangelio de este día que roguemos al “dueño de la cosecha” -a Dios nuestro Señor- que envíe trabajadores a sus campos. Y ... ¿oramos porque haya alguna vocación sacerdotal en nuestra familia? ¿Cuántos estamos dispuestos a que algún hijo sea Sacerdote o alguna hija Religiosa? ... ¿Oramos siquiera porque hayan muchachos que puedan oír el llamado del Señor para hacerse Sacerdotes?
Porque ... no es posible que el Señor no esté llamando a nadie o a casi nadie en este tiempo... Ciertamente no puede ser así, pues la cosecha sigue siendo mucha y las ovejas siguen andando sin pastor (¡hoy mucho más que en otras épocas!).
El Señor debe seguir llamando -como siempre ha llamado para el Sacerdocio y para la Vida Religiosa a lo largo de estos dos mil años de Cristianismo.
Pero sucede que el “mundo” -las cosas mundanas- aturden a los jóvenes, los hace sordos a la voz de Cristo, los engaña haciéndoles creer que las cosas del mundo son las más importantes, que lo único que vale la pena es lo material, el placer, los logros profesionales, el dinero, etc.
“La cosecha sigue siendo mucha y los trabajadores siguen siendo pocos”. Y ... ¿dónde están los trabajadores para la cosecha? ¿Sucederá a muchos como al joven rico del Evangelio? ¿Recuerdan esa historia?
Un joven que quería -según nos dice textualmente el mismo Evangelista, San Mateo- “conseguir la vida eterna” se acerca a Jesús para preguntarle qué debe hacer (Mt. 19, 10- 29).
Después de recordarle los mandamientos y habiendo el joven replicado que ya los cumplía, Jesús entonces lo llama para que le siga, instruyéndole de dejar todo lo que tiene para seguirlo a El, asegurándole que así tendría “un tesoro en el Cielo”.
El joven del Evangelio hizo como nuestros jóvenes de hoy: no siguió a Jesús, pues no quería dejar todo lo que tenía. Estaba apegado a las cosas del mundo ... igual que nuestros jóvenes de hoy. Le parecía muy importante y muy valioso lo que el mundo le ofrecía ... igual que nuestros jóvenes de hoy. Tenía muchos apegos: al dinero, a la fama, al deseo de tener una pareja, a tener una familia, etc., etc., etc. ... igual que nuestros jóvenes de hoy. Y dice el Evangelio que el joven se fue “triste”. Pero ¿no creen ustedes que más triste debió haberse quedado Jesús? Y ¿no creen ustedes que Jesús se queda igualmente triste con la respuesta de nuestros jóvenes de hoy?
¿Dónde, entonces, están los trabajadores para la cosecha del Señor? ¿Dónde están los que -al menos por agradecimiento a Cristo- van a servirle? La Segunda Lectura (Rom. 5, 6-11) nos recuerda todo lo que Cristo ha hecho por nosotros. Nos dice San Pablo que “cuando todavía no teníamos fuerzas para salir del pecado, Cristo murió por todos nosotros, pecadores”. Cristo - entregó - su vida - por nosotros. Y nosotros ... ¿qué le entregamos a Cristo?

11° Domingo do Tempo Comum (www.ecclesia.pt)

Neste domingo, a Palavra que vamos reflectir recorda-nos a presença constante de Deus no mundo e a vontade que Ele tem de oferecer aos homens, a cada passo, a sua vida e a sua salvação. No entanto, a intervenção de Deus na história humana concretiza-se através daqueles que Ele chama e envia, para serem sinais vivos do seu amor e testemunhas da sua bondade. A primeira leitura apresenta-nos o Deus da «aliança», que elege um Povo para com ele estabelecer laços de comunhão e de familiaridade; a esse Povo, Jahwéh confia uma missão sacerdotal: Israel deve ser o Povo reservado para o serviço de Jahwéh, isto é, para ser um sinal de Deus no meio das outras nações. O Evangelho traz-nos o «discurso da missão». Nele, Mateus apresenta uma catequese sobre a escolha, o chamamento e o envio de «doze» discípulos (que representam a totalidade do Povo de Deus) a anunciar o «Reino». Esses «doze» serão os continuadores da missão de Jesus e deverão levar a proposta de salvação e de libertação que Deus fez aos homens em Jesus, a toda a terra. A segunda leitura sugere que a comunidade dos discípulos é fundamentalmente uma comunidade de pessoas a quem Deus ama. A sua missão no mundo é dar testemunho do amor de Deus pelos homens – um amor eterno, inquebrável, gratuito e absolutamente único.