quinta-feira, 13 de setembro de 2007

“Alegrai-vos! Encontrei a ovelha perdida” (Pe. Luiz Carlos de OliveiraRedentorista)

Parábolas da alegria divina
A missão de Jesus tem por destinatários os abandonados. Todos são convocados, mas, a predileção de Jesus é por aqueles que, por si mesmos, não podem ir em busca dos bens da redenção. São as ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 10,6). Os fariseus, vendo os publicanos e pecadores aproximarem-se de Jesus para ouví-lo, criticam duramente: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles” (Lc 15, 2). Fazer refeição era entrar em comunhão. ‘Os fariseus não admitiam os impuros à mesa, pois, jantar com os impuros é se contaminar e se tornar, com isso, “inimigo de Deus”’ (Pe. José Bortolini). No pensamento desses importantes fariseus e mestres na lei, os pensadores religiosos, Ele era um fora da lei. Embora fosse muito observante da lei, não interpretava a lei como eles. Jesus conta, então, as três parábolas dos perdidos: ovelha, moeda e o filho perdido, para mostrar o pensamento do Pai a respeito desta sua atitude. O pastor deixa no deserto as 99 e vai em busca da ovelha que se desgarrou. A ovelha fora do rebanho é totalmente impotente e não se resolve. O pastor põe em risco 99% do rebanho para salvar 1%. É muito ousado. E quanto fica feliz, quanto encontra a ovelha! Quanto maior é a miséria, maior é a misericórdia de Deus. Entre nós há muitos resquícios de farisaísmo. Estamos cultivando o mesmo sistema de puro e impuro. As pessoas pensam que Deus age porque somos bons e merecemos. Para conosco Deus age com sua bondade misericordiosa e não como um pagador de nossos bons esforços. Como Deus somos chamados a buscar o frágil. Aprendendo com DeusDeus sabe perdoar e buscar os perdidos. Ele não é como o irmão do filho que saíra de casa, se perdera, e é acolhido pelo com tanto entusiasmo pelo pai. O pai da parábola e o pastor da ovelha são imagens do Pai do Céu. Jesus, para exercer essa misericórdia do Pai, mistura-se e faz comunhão com os pecadores. É solidário. O pai, mesmo deixando o filho partir, não o tira de seu coração. Sempre está à espera. Quando o vê voltando todo arrebentado, sente compaixão. Esse é o sentimento de Deus para conosco, sobretudo para com os sofredores. O Pai não cobra, restitui toda a bela vida que o Filho tinha antes. E nós temos a idéia de um Deus que é justo e cobra todos os centavos de nossa dívida. O filho mais velho recusa até continuar ser irmão, pois diz: “esse teu filho”. O pai lhe devolve a fraternidade dizendo: “esse teu irmão”. Um pecador que se converta vale a fidelidade de tantos que não precisam de conversão. Pior, quando não crescem mais. É uma festa.Salvos pela misericórdiaHoje na Igreja temos que pensar em ter mais misericórdia de tantos que vivem situações insolúveis. Será que Jesus os condenaria? Não é o caso também de repensar nossas atividades pastorais e deixar um pouco de lado “as ovelhas sadias” para buscar as perdidas? Não é o caso de essas ovelhas que já se criaram e garantiram na fé, de se dedicarem mais os necessitados? Paulo se diz que foi salvo por misericórdia. Como já recebemos a misericórdia, alegremo-nos com o filho que volta. A atitude dos fariseus é condenada por Jesus. Deus não é assim: Ele é o Pai que ama e salva os filhos. Precisamos de uma Igreja que suje as mãos e se comprometa com os necessitados. Do contrário somos contrários ao evangelho de Jesus. Uma religião voltada só para si e seus costumes, não passou ainda para a mentalidade de Jesus. Cada celebração eucarística em um eco feliz da alegria do Pai que acolhe todos os filhos perdidos. Nossa Igreja tem portas abertas. Leituras: Êxodo 32,7-11.13-14;Salmo 50; 1 Timóteo1,12-17; Lucas 15,1-10.Ficha:1. A missão de Jesus tem por destinatários os abandonados. Por isso se mistura com os pecadores e é recusado tb ele pelos fariseus e doutores. Jesus conta então as parábolas da ovelha e moedas perdidas e a parábola do filho que se extraviara. O pastor, imagem de Deus, deixa as 99 ovelhas no deserto, com riscos e vai atrás do 1% perdido. Jesus nos ensina a superar o farisaísmo do puro e impuro e ir buscar os pecadores. 2. Deus sabe buscar e perdoar os perdidos. Não é como o irmão que recusa o irmão que retorna da miséria. Jesus, para exercer a misericórdia, mistura-se com os pecadores. O Pai está sempre à espera e se comove quando nos vê sofridos. Deus não tem uma atitude de cobrança com os que voltam. Sente compaixão e abraça, acolhe, dá o direito à vida. E faz festa. 3. Paulo se sente um beneficiado da misericórdia. Assim também a Igreja deve continuar a exercer a misericórdia, tendo coragem de deixar de cuidar só das ovelhas gordinhas e ir em busca das perdidas. Mesmo os cristãos bem resolvidos na vida cristã devem assumir a atitude misericordiosa de Jesus e ir em busca das ovelhas perdidas. A Igreja precisa se comprometer.

Deus à procura do homem perdido (Santo Ambrósio)

Sobre o evangelho de S. Lucas, 7, 207
Deus à procura do homem perdido

Como a fraqueza dos homens não é capaz de manter um ritmo firme neste mundo escorregadio, o bom médico mostra-te os remédios contra os desvios, e o juiz misericordioso não recusa a esperança do perdão. Não foi sem motivo que S. Lucas apresentou três parábolas em sequência: a ovelha que se tinha perdido e que foi encontrada, a moeda que estava perdida e se encontrou, o filho que estava morto e regressou à vida. É para que este triplo remédio nos comprometa a cuidar das nossas feridas... A ovelha cansada foi trazida pelo pastor; a moeda extraviada foi encontrada; o filho volta para trás e regressa ao encontro do pai no arrependimento do seu desvario... Alegremo-nos, pois, pelo facto de que esta ovelha que se tinha perdido em Adão seja reerguida em Cristo. Os ombros de Cristo são os braços da cruz; foi lá que depus os meus pecados, foi sobre esse madeiro que encontrei repouso. Aquela ovelha é única na sua natureza, mas não nas suas pessoas, porque todos nós formamos um só corpo mas somos muitos membros. É por isso que está escrito: "Vós sois o corpo de Cristo e membros dos seus membros" (1 Co 2,27). "O Filho do homem veio para salvar o que estava perdido" (Lc 19,10), quer dizer, todos os homens, uma vez que "todos morrem em Adão, tal como todos revivem em Cristo" (1 Co 15,22)... Também não é indiferente que esta mulher se alegre por ter encontrado a moeda: é que nesse moeda figura a imagem de um príncipe. De igual modo, a imagem do Rei é o bem da Igreja. Nós somos ovelhas: peçamos então ao Senhor que nos conduza à água do descanso (Sl 22,2). Nós somos ovelhas: peçamos as pastagens. Nós somos a moeda: guardemos o nosso valor. Nós somos filhos: corramos para o Pai.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A Mesa do Pão nos sustenta.


DOMINGO 23 del Tiempo Ordinario - Ciclo "C"

Dios es exigente.
De allí que si queremos seguir a Dios debemos estar dispuestos a darlo todo por El y a preferirlo a El primero que a todo y primero que a todos. Así de claro. Bien lo atestigua la Sagrada Escritura.
“Si alguno quiere seguirme y no me prefiere a su padre y a su madre, a su esposa y a sus hijos, a sus hermanos y a sus hermanas, más aún, a sí mismo, no puede ser mi discípulo” (Lc. 14, 25-33).
No podemos creer que estamos siguiendo a Cristo si preferimos otras cosas o personas más que a El. Y esto significa ponerlo a El por encima de cualquier otro afecto, por más genuino que sea, por más natural que sea. Así sea el de los padres, el de los hijos o el del cónyuge. No se trata de no amar a los nuestros, sino de saber que primero viene El y después todo lo demás, inclusive uno mismo. Bien lo sabe el Señor y bien lo sabemos nosotros -si nos revisamos bien- que el más consentido de todos nuestros amores es uno mismo.
Esta exigencia significa posponer todo, pues Dios va primero. Y en comparación de Dios, “todo” es “nada”. El “todo” también incluye todos los bienes. Y los “bienes” no son sólo los materiales: son todos. La inteligencia y el entendimiento (modos de pensar y de razonar); la voluntad (deseos, planes, proyectos, etc.) Inclusive la libertad que El mismo nos dio, si no la usamos para poner a Dios en primer lugar, no la estamos usando bien.
Toda esta exigencia requiere un primer “sí” definitivo a Dios: rendirnos ante El, darle un “cheque en blanco”. Y ese “sí” inicial tiene que irse repitiendo a lo largo de nuestra vida. Como el “sí” de María en la Anunciación, el cual repitió a lo largo de su vida, hasta en la Cruz.
Es lo que llamamos tener perseverancia. Y Dios nos hace saber que el camino no es fácil. El no nos engaña. No nos promete la felicidad perfecta en esta vida. No nos dice que será un camino de pétalos de rosas. Por el contrario nos advierte que será un camino de cruz: “Y el que no carga su cruz y me sigue, no puede ser mi discípulo”.
De allí las fluctuaciones que podrían llevarnos a la inconstancia: que lo que antes nos entusiasmaba, luego nos resulte indiferente, fastidioso y hasta insoportable.
Por eso nos advierte de antemano, para que al dar el primer “sí”, sepamos que no podemos estar volteando para atrás: “Todo el que pone la mano en el arado y mira para atrás, no sirve para el Reino de Dios” (Lc. 9, 62).
Y nos pide que calculemos bien, pues no quiere que nos entusiasmemos en un momento inicial y luego queramos volver a una vida aparentemente más fácil -según la medida del mundo, que -por cierto- no es la medida de Dios.
Para demostrar esto nos ha puesto el ejemplo de un constructor que comienza una torre sin calcular su costo y ve que no puede terminarla. Y advierte el Señor que si cava los cimientos y luego no puede acabarla, todos se burlarán de ese constructor que no tiene constancia.
Nos habla también de un rey que va a combatir a otro y al no haber calculado bien el número de soldados con que cuenta, tiene que rendirse antes de haber siquiera comenzado el combate.
De allí que la virtud de la perseverancia sea tan necesaria en la vida espiritual, porque habrán obstáculos, vendrán dificultades, surgirán persecuciones, y ninguno de esos inconvenientes pueden ser excusa para no continuar, ya que no se puede interrumpir el camino hacia Dios por las molestias que puedan presentarse.
Las gracias (las ayudas gratuitas de Dios) siempre estarán para que perseveremos hasta el final. “No les han tocado pruebas superiores a las fuerzas humanas. Dios no les puede fallar y no permitirá que sean tentados por encima de sus fuerzas. El les dará, al mismo tiempo que la tentación, los medios para resistir” (1 Cor. 10, 13).
El Espíritu Santo nos infunde la virtud de la constancia y de la perseverancia, para mantener nuestro “sí” inicial. Las pruebas y las tentaciones no van a faltar, pero sirven justamente para crecer en santidad, utilizando las gracias que tenemos para ejercitarnos en esas virtudes. De allí que San Pablo nos entusiasme con esta afirmación: “Nos sentimos seguros hasta en las pruebas, sabiendo que de la prueba resulta la paciencia, de la paciencia el mérito, y el mérito es motivo de esperanza” (Rom. 5, 3-4).
De eso se trata. De crecer en constancia, perseverancia, paciencia y esperanza. Esperanza de alcanzar la gloria, de llegar a la meta, levantándonos nuevamente si es que llegamos a desfallecer. Se trata de ser perseverantes hasta el final, no importa las circunstancias por las que tengamos que pasar. Es lo que se denomina “perseverancia final”, que nos lleva a mantenernos firmes hasta el momento de nuestra muerte, que es nuestro paso a la Vida Eterna.
Pero para llegar al final, al Cielo, Dios nos dice cuál es el cálculo que tenemos que hacer: saber que tenemos que renunciar a todo.
Esa es su exigencia cuando nos dice al concluir el Evangelio de hoy: “Cualquiera de ustedes que no renuncie a todos sus bienes, no puede ser mi discípulo”. Dios es exigente: El, que es “Todo”, quiere “todo”. Y lo quiere, porque sabe que eso que consideramos nosotros nuestro “todo” realmente no es “nada”.
Entre los bienes que debemos renunciar están también los bienes materiales. Pero esa “renuncia” es más bien de desapego, de no tener esos bienes como ídolos que sustituyan a Dios. O, en el espíritu del Evangelio de hoy, de no tenerlos colocados por encima de Dios.
Aunque hay vocaciones especiales, como los Sacerdotes, Religiosos y Religiosas, cuyos votos requieren que no tengan bienes materiales propios y que su vida sea un ejemplo de austeridad y pobreza, no significa esa renuncia que nadie pueda tener bienes materiales propios. La renuncia que nos pide el Señor a todos consiste en que coloquemos esos bienes materiales en su sitio: no pueden ser sustitutos de Dios, ni tampoco pueden estar colocados por encima de Dios.
La Primera Lectura (Sb. 9, 13-19) nos ayuda a tener esta actitud de desprendimiento de los bienes materiales, de los seres queridos y de nosotros mismos, pues nos ubica a los seres humanos en nuestra realidad, en nuestro valor si nos comparamos con la grandeza de Dios y su poder: “¿Quién es el hombre que puede conocer los designios de Dios? ¿Quién es el que puede saber lo que Dios tiene dispuesto?”
Se nos recuerda que somos hechos de barro y que ese barro “entorpece nuestro entendimiento”. De allí que sólo podamos conocer los designios de Dios, si al darnos su Sabiduría, recibimos su Santo Espíritu de lo alto, para iluminar nuestro torpe entendimiento humano.
Sólo con esa Sabiduría podremos llegar a la salvación eterna. Y esa Sabiduría nos hace entender que Dios es primero que todo y que todos. Es la manera de llegar a la meta y de tener esa perseverancia final.
El Salmo 89 también canta las grandezas del Señor y nos ayuda a calcular el valor de nuestra vida en la tierra: “Tú haces volver al polvo a los hombres ... Mil años son para ti como un día que ya pasó, como una breve noche ... Nuestra vida es como un sueño, semejante a la hierba que florece en la mañana y por la tarde se marchita”.
El Salmo nos lleva, entonces, a pedir esa Sabiduría, al darnos cuenta lo poco que es esta vida y lo poco que somos nosotros, así como lo mucho que es Dios: “Enséñanos a ver lo que es la vida y seremos sensatos ... Que tus hijos puedan mirar tus obras y tu gloria”. Amén.
La Segunda Lectura (Flm. 1, 9-10; 12-17) completa una historia interesante, en la que vemos cómo, al comienzo de la Iglesia, la fe y la vida en Cristo iba haciendo que los esclavos fueran dejando de ser “objetos” o personas inferiores. Sucedía, entonces, que muchos cristianos iban concediendo libertad a sus esclavos.
La historia de Onésimo, nombre frecuente entre los esclavos, pues significa “útil”, es que éste se escapa de casa de su amo, Filemón de Colosas, y llega a Roma. Allí encuentra a Pablo, al que había conocido casa de Filemón. Pablo está preso, pero con libertad condicionada, por lo que podía salir acompañado por un guardia. Onésimo se convierte y es bautizado. Pablo lo hace regresar donde su patrón con esta carta. San Pablo nos hace ver que tal era la libertad interior que daba la vida en Cristo, que ya no era de tanta trascendencia ser esclavo o libre (cf. 1 Cor. 7, 17-24).

23° Domingo do tempo comum

Investir no Reino de Deus

No mundo de hoje, as pessoas se preocupam muito com o futuro de suas vidas. Há planos de saúde, seguros de vida e investimentos financeiros. Pode-se investir em imóveis, bolsas de valores, fundos de renda fixa, cadernetas de poupança e até em ouro. Sim, existe investimento em ouro. Tudo para formar um bom patrimônio e ter uma vida tranqüila e segura. Mas será que isso é suficiente para se ter uma vida feliz?
Jesus propõe outro tipo de investimento. Não tem promessas de lucro fácil nem garantias de futuro tranqüilo. Ao contrário, sua proposta tem exigências rígidas e conseqüências pesadas. Ele afirma, no final do Evangelho de hoje: “Qualquer de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo”.
Em qual projeto vale a pena investir? Que patrimônio você quer formar para o seu futuro? Quais as prioridades para sua vida?
A proposta de Jesus exige bem mais do que aplicações financeiras. Vai muito além de um plano de saúde. Supera de longe um seguro de vida. Trata-se de um investimento total, da pessoa inteira, num projeto diferente, que ele chama de Reino de Deus. Para entrar nessa proposta, é preciso seguir os seus passos, isto é, ser discípulo dele.
Jesus aponta os riscos e benefícios, ou seja, explica as condições desse seguimento. Começa com uma frase chocante: “Odiar” a própria família. Apesar de violenta, a tradução do verbo é esta mesmo. Trata-se de uma maneira exagerada da língua aramaica, que Jesus falava, como das demais línguas semíticas, para dizer “não preferir”. Jesus quer deixar claro que a sua proposta é a mais valiosa que existe, tão importante, que vale mais do que os próprios entes queridos, pai e mãe, mulher, filhos, irmãs, irmãos e mais, vale mais até que a própria vida. E para não deixar dúvidas, arremata: “Quem não carrega sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo”. Proposta dura demais? Você está convocado a experimentá-la. É possível ir até o fim? Multidões antes de você já conseguiram. E tem seguranças e vantagens? Garante um tesouro diferente, a vida plena e verdadeira.
Como se trata de um investimento total, da própria vida, Jesus propõe planejar bem, para não desistir pelo caminho. Ilustra seu ensinamento com duas parábolas, a do construtor da torre e a do rei guerreiro. Antes de começar a construção, o proprietário calcula tudo, para não deixar a obra pela metade. Igualmente o rei, ao partir para a guerra, compara o número de seus soldados com os do adversário, para não sair derrotado. Assim o discípulo de Jesus, não pode parecer um construtor falido nem um rei derrotado. Seria a situação de quem começou a seguir Jesus, mas desistiu pelo caminho. Ora, o projeto de Deus não pode ficar pela metade.
Esse projeto parece loucura? Mas é pura sabedoria! Claro, trata-se da verdadeira sabedoria, aquela que permite estabelecer prioridades e escolher a melhor forma de viver. Para viver de acordo com a proposta de Jesus, por sinal, é preciso muita sabedoria e discernimento, um dom concedido pelo próprio Deus.
Assim pergunta a Deus o sábio na primeira leitura: “Quem conhecerá tua vontade, se não lhe deste Sabedoria e não enviaste do alto teu espírito santo?”. A sabedoria do espírito santo de Deus é que ajuda o ser humano a escolher o melhor caminho para sua vida. De fato, quantas escolhas erradas fazemos em nossa vida, pois somos falíveis! O sábio reconhece isso. Põe na boca do rei Salomão as palavras de sabedoria da primeira leitura de hoje. O texto conclui a longa oração de Salomão para pedir a sabedoria. Salomão foi elogiado porque não pediu vida longa, nem riqueza, nem vitória sobre os inimigos. Pediu sabedoria. E por isso mesmo recebeu tudo.
A escolha de vida que a pessoa faz tem conseqüências na sociedade em que ela vive. A segunda leitura ilustra bem essa verdade. Paulo estava na prisão, por causa de sua opção pelo Evangelho de Jesus Cristo. O escravo Onésimo foge do seu patrão e vai encontrar Paulo. O apóstolo batiza Onésimo, que se torna assim seu filho espiritual. Mas em coerência com sua escolha de vida, Paulo remete Onésimo de volta com um bilhete ao seu antigo patrão Filêmon. Não usa autoridade nem linguagem impositiva, mas, com motivação no próprio batismo cristão, procura persuadir Filêmon a receber Onésimo noutra condição social, “não mais como escravo, mas bem melhor do que como escravo, como irmão amado”. Como poderia alguém manter um irmão escravo? Paulo, com isso, lança um desafio para os nossos dias, criar novos laços de família e novas relações sociais. Qualquer forma de escravidão e dominação tem de ser superada. Tudo isso é conseqüência de um investimento maior, não em aplicações financeiras, mas no próprio reino de Deus.

sábado, 1 de setembro de 2007

Seguir a Cristo, servo no último lugar, Beato Carlos de Foucauld (1858-1916)

eremita e misionário no SaharaRetiro, Terra Santa, Quaresla 1898
[Diz Cristo:] Vede o meu cuidado para com os homens e observai como deve ser o vosso. Vede a minha humildade perante o bem dos homens e aprendei a baixar-vos para fazerdes o bem..., a tornar-vos pequenos para conquistar os outros, a não recear descer, perder os vossos direitos quando se trata de fazer o bem, a não acreditar que, descendo, se perde a capacidade de fazer o bem. Pelo contrário, quando desceis, imitais-me; ao descer, empregais, por amor dos homens, o meio que eu mesmo empreguei; ao descer, caminhais pelo meu caminho e, por conseguinte, na verdade; e ocupais o melhor lugar para terdes a vida e para a dardes aos outros... Eu ponho-me ao nível das criaturas pela minha encarnação, ao nível dos pecadores... pelo meu baptismo: descida, humildade... Descei sempre, humilhai-vos sempre. Que os que são os primeiros se mantenham sempre no último lugar, por humildade e por disposição de espírito, num sentimento de descida e de serviço. Amor dos homens, humildade, último lugar: sempre no último lugar enquanto a vontade divina não vos chamar a ocupar algum outro porque, então, é preciso obedecer. A obediência antes de tudo, a conformidade à vontade de Deus. Quando estiverdes no primeiro lugar, mantende-vos no último em espírito, pela humildade; ocupai-o em espírito de serviço, dizendo a vós mesmos que só estais aí para servir os outros e conduzi-los à salvação

Domingo 22 Tiempo Ordinario

Las Lecturas del día de hoy van dirigidas a hacernos reflexionar sobre la humildad. Y la humildad es esa virtud que nos lleva a reconocer lo que realmente somos. Por eso Santa Teresa de Jesús decía que la humildad es andar en verdad. Es decir: la Humildad es vernos tal cual somos. Es saber y reconocer lo que valemos ante Dios.
Y ¿qué somos ante Dios? ... ¿Cuánto valemos ante Dios? ... ¿Somos capaces de ser algo sin Dios, que nos creó, nos mantiene vivos, y derrama todas las gracias que necesitamos para llegar a El y para gozar de El para toda la eternidad?
Responder estas preguntas adecuadamente; es comenzar a andar en verdad. Es apenas comenzar a darnos cuenta de lo que es ser humilde. Y luego de ese reconocimiento de nuestro “cero” valor ante Dios, luego de reconocer que nada valemos ante Dios ...
Luego de eso ... nos queda un larguísimo trecho para llegar a ser humildes, para andar ese camino de la humildad. Y es muy importante saber que ese camino de la humildad es equivalente al camino de santidad, que nos lleva a Dios, que nos lleva al Cielo.
Todos tenemos que ser santos. Es lo que Dios nos pide ... para eso nos ha creado: para ser santos; es decir, para vivir de acuerdo a Su Voluntad. San José de Calasanzs decía: “Si quieres ser santo, sé humilde. Si quieres ser muy santo, sé muy humilde”.
La humildad es el fundamento de todas las demás virtudes. Lo contrario de la humildad es el orgullo. Así que, si la humildad es el fundamento de todas las demás virtudes, se deduce que el orgullo es la raíz de todos los pecados. Y es la raíz del pecado, porque -si aplicamos las palabras de Santa Teresa sobre la Humildad al orgullo- resulta ser que orgullo es no andar en verdad.
El orgullo es básicamente creernos no-dependientes de Dios. Y el creernos no-dependientes de Dios nos lleva al pecado ... Y lo que es peor: nos puede llevar a justificar el pecado.
Por eso la Primera Lectura del Libro del Eclesiástico (Sir. 3, 19-21 y 30-31) nos dice así: “No hay remedio para el hombre orgulloso, porque ya está arraigado en la maldad”. Es decir: está arraigado en el pecado.
Y “no hay remedio” se refiere a nuestro camino hacia Dios. Es decir: no podremos llegar a Dios y a la felicidad eterna, aquéllos que no reconozcamos nuestro justo valor ante Dios ... (es decir: que nada valemos ante El). Y tampoco podremos llegar aquéllos que no reconozcamos nuestra total dependencia de El ... en t o d o.
También nos recomienda el Libro del Eclesiástico que debemos hacernos pequeños, y que sólo Dios es poderoso. Sin embargo el problema está en que la humildad es una virtud despreciada por el mundo y al orgullo se le da un gran valor.
Y esto no debe sorprendernos porque el mundo nos vende lo contrario a lo que Dios desea. El mundo, que es regido por “el príncipe de este mundo” -que es uno de los nombres que da la Sagrada Escritura al Demonio- nos engaña, y nos hace creer todo lo contrario a lo que Dios desea.
El mundo nos vende la idea de que los primeros puestos son los mejores. El mundo nos vende la idea de que las glorias humanas y los reconocimientos humanos son muy importantes. El mundo nos vende la idea de que los privilegios y el poder son muy necesarios. El mundo nos vende la idea de que creernos una gran cosa es bueno.
Como vemos: todo lo contrario a lo que significa la humildad, que es reconocer que nada somos y nada valemos ante Dios. Y también de que nada podemos sin Dios.
A veces nos creemos muy capaces por nosotros mismos y muy independientes de Dios ... Y ¿nos hemos detenido a pensar -por ejemplo- si podemos siquiera hacer palpitar nuestro corazón por nosotros mismos? ¿Qué sucede cuando Dios no hace palpitar nuestro corazón? ... ¿Qué sucede? ... Sabemos lo que sucede ¿no? ... ¿Cómo, entonces, podemos vivir independientemente de Dios, buscando hacer nuestra voluntad y no la de Dios? ... ¿Cómo? ...
Y el mundo últimamente nos está vendiendo una idea que se nos ha metido por todos lados ... ¡hasta en la Iglesia! ... Ustedes reconocerán este nuevo término muy moderno, porque se repite por todos lados: “auto-estima”.
La llamada auto-estima es todo lo contrario a lo que es la humildad. Recordemos que nada valemos ante Dios ... nada somos sin Dios. De nuestra cuenta sólo podemos y sabemos pecar. No somos capaces por nosotros mismos de hacer nada bueno.
Eso dice San Alfonso María de Ligorio. Y también dice: “Cualquier bien que hagamos viene de Dios. Cualquier cosa buena que tengamos pertenece a Dios”.
San Ignacio de Loyola define la humildad como la renuncia de tres cosas: renuncia a la propia voluntad, renuncia al propio interés, y renuncia al propio amor. Y el propio amor o amor propio es justamente la auto-estima que tanto se nos pregona, para -supuestamente- poder ser felices.
El Evangelio de hoy nos habla de los puestos. Y los primeros puestos se refieren a esas cosas que nos vende el mundo:
Glorias, alabanzas, reconocimientos, poder, mando, honores, privilegios, creerse grande, querer ser grande y poderoso, alardear de lo mucho que sabemos, creer que podemos sin Dios, buscar ser reconocido, hacer las cosas para que nos crean muy buenos y muy capaces, creernos mejores que los demás, creernos que somos una gran cosa, creer que merecemos lo que tenemos y muchas cosas más, confiar en las propias fuerzas y no en Dios, buscar hacer nuestra propia voluntad y no la de Dios, etc., etc. ... Todas estas cosas nos las vende el mundo.
Pero la humildad es todo lo contrario: es hacer las cosas porque Dios las quiere así ... es buscar la gloria de Dios y no la propia .. es no buscar, ni reclamar honores ni reconocimientos ... es no hablar de uno mismo, ni alardear lo mucho que somos y tenemos ... es saber que nada podemos sin Dios ... es saber y reconocer que somos totalmente dependientes de Dios ... es hacer las cosas como Dios quiere, sin buscar reconocimientos ... es dar gracias a Dios por lo que somos, por lo que hacemos y por lo que tenemos ... es saber que nada podemos sin Dios, pues nuestra fuerza está en Dios. Es creer, de verdad, que nada somos ante Dios.
Ahora bien, debemos tener en cuenta que la humildad no consiste en negar las cualidades que Dios nos ha dado, sino en saber y en reconocer que todo nos es dado por Dios. Todo lo que tenemos nos viene de Dios. Pero el orgullo nos hace creer que esas cosas las logramos nosotros mismos.
Es así, entonces, como reconociendo nuestra verdad, “andando en verdad”, se cumple lo que el Señor dice en el Evangelio: “el que se humilla será engrandecido”. De no ser así, nos sucederá lo contrario: “el que se engrandece será humillado”.
Así, podremos llegar a ser de esos “espíritus justos que alcanzaron la perfección” de los cuales nos habla San Pablo en la Segunda Lectura (Hb. 12, 18-19 y 22-24) . Son los santos ... Y todos ellos han sido humildes.
El Salmo 67 nos recuerda la grandeza de Dios y la pequeñez humana, las cosas que Dios hizo por su pueblo y que siempre hace por nosotros.